Tuesday, February 17, 2015

adote a filosofia jeep: o nome do seu jeg é único, e tem uma história. não o achincalhe usando logotipo da vw



























eu sei, eu sei. com base no senso comum, e na sua tremenda cara de pau, você vai dizer que o jeg é quase um volkswagen, já que da kombi tem o motor, chassi, suspensão, caixa de marchas, bancos(primeiras versões) e até as lanternas(segunda fase) sem falar em algumas cositas más(que são ótimas).

ainda assim, é um jeg - e não jegue - e não um volkswagen. o dna pode ser o mesmo - assim como o homem tem 97% do rato - mas um homem é um homem - se bem que alguns são ratos - e um rato é um rato(nunca ouvi falar de um caso onde um rato seja homem) mas são diferentes em suas igualdades.

caso contrário você vai ficar parecendo aqueles motoristas de táxi que usam veículos da volkswagen mas colam logotipos da audi na traseira(os kombeiros também adoram fazer isto) e nem pense na argumentação tragicômica de que a audi pertence ao grupo vw e usa suas plataformas para colocar uma carroceria com mais pertences para ir ao fundo do bolso dos tais pagantes.

qualquer loja de placa de formatura, homenagens, etc - tem até loja de carimbos que faz - reproduzirá o logotipo do jeg. nalguns casos eles não fazem na mesma espessura. mas só um observador atento descobrirá que seu logotipo não é original.

pense nisso quando estiver fazendo uma reforma e ou restauração ou "up-grade"(arhg!) no seu jeg. pense como a jeep que acaba de lançar uma campanha(na verdade uma pré-campanha para o renegade, agora fabricado no brasil, pernambuco, vôce deve saber) e que calca forte no bordão "seu nome é único" e tem uma história.

mas por favor pare por ai. não vá fazer como fez a jeep, que investiu tanto em preservar a originalidade do nome mas mudou o design tradicional da marca a tal ponto que tem mais cara de kia e hyundai do que de jeep (compass, cherokee e grand cherokee). e olhe que ela já se fodeu quando fez isto com o liberty(cherokee sport com faróis redondos).

é o que muita gente faz com o jeg, e que por aqui, já sabe, não tem perdão: é porrada, porrada, porrada!(porra! como tem gente masoquista meu!:) 




páreo duro pra ver quem ficou pior

Saturday, February 07, 2015

por que dizem, mas não é, que bege é cor de burro quando foge


























ainda que sem o logotipo frontal, o que equivale a um jegue banguelo, e as borrachas de apoio ao para-brisas(quando basculado), eis um exemplar baiano que tem apelo. a regulagem de fechamento do capô, de maneira a deixar o menor vão possível no encaixe, é uma estória de teimosia e paciência que ao que parece nem baiano tem: depende da altura das borrachas, do encaixe, da regulagem da posição das dobradiças, do estado da lataria, enfim, muitas vezes é preciso praticamente refazer todo o percurso. mas como quanto menos vão, menos entrada de ar, e consequentemente menor força de empuxo para abertura da tampa(que não abre facilmente se estiver com o "pega-ladrão" em boas condições e regulado) eu largava o ximxim de galinha e tentava. 

afinal, pra quem tem a paciência de aguentar o carlinhos brown no the voice, a regulagem é pimenta no vatapá dos outros.

no salão de festas debut deu rebú


























dos bancos xingo logo no post abaixo. mas aquelas barras de ferro ao meio do visor ou falsa janela como queira chamar, é ferro de dar em doido. mesmo combinando com a forração vamos combinar que não combina com o original nem com o desvirtuado. segurança não pode desprezar estética e vice-versa. se bem que no brasil vice faz o quê mesmo ?

quando um dos redondos dá para o quadrado


























uma das coisas que mais matam os jegues, para além dos caminhoneiros, seca e matadouros - é a colocação de outros volantes no lugar desta beleza que ai está e espero que ai fique. por outro lado, mania que as pessoas tem de marcar o jeg com o logotipo da vw, quando o logo do jeg, além de tornar o projeto mais pessoal e uno, requer o mesmo investimento e tempo. cacete! chamem a defesa animal!

se jeg não tem chifres na testa pra quê enfiá-los no cu ?


























um belo rabo, diria o bardo. e aqui vão as falsas desculpas pelo alto-nível-baixo do título mas que convenhamos está a altura do arranjo feito para dissolver a estética da traseira do burro que não é o jeg, por certo na tentativa de arrumar o buraco que este tipo de escapamento deixa na moral de quem se preocupa com o traseiro. é uma pena. mesmo diante de traseiro tão elegante, baixa o pau, de certeza.

da janela lateral a barra que é porrada pra dormir





objeto do desejo de nove entre dez jegueiros: aleta de ventilação original, ainda feita em baquelite. isso é um luxo só que você pode reproduzir em fibra ou mesmo em lataria, se achar um lanterneiro - sim, isto é um fóssil - que se disponha a fazer. se for para serralheiro, você provavelmente vai viver o terror do massacre da serra elétrica. vai na fibra, é mais seguro ainda que não seja o mais saudável. agora aquela barra de ferro é mesmo um terror por mais que se clame pela segurança.

não é todo mundo que fica bem de perfil

a grosso modo temos aqui um jeg preservado com pequenas nuances que não o desclassificam, tais como o espelho "a meio pau"  - hoje não se diz mais bandeira a meio pau porque o politicamente correto brochou o meio - que como já ressalvamos tem a ver com a tentativa de aumento de visibilidade do retrovisor que costuma ficar "embaçado" com a pala do falso quebra-vento; os botões em presilha para fixação da capota também não são a melhor solução pois rapidamente perdem a pressão e sua capota fica assim,assim,digamos "remelenta"; as portas estão fora de alinhamento na parte superior cujo porquê não me atrevo a aventar. registre-se a característica da versão não militar configurada e confirmada pelo "falso estribo" contínuo entre os para-lamas. quanto a mim, continuo a achar que o escapamento standard vw não condiz com a traseira do jeg, nem em perfil.

Sunday, January 25, 2015

a lei sempre implica com o "rambo" ?



antes de falar da lei (deixem-me olhar para os lados, para as esquinas, para os bueiros, e para o sótão) digo que faz falta o logotipo jeg do qual vemos apenas vestígios de onde foi arrancado, e que seria assim uma espécie de moustache deste "jeg semi-barbudo".

proprietário diz que não. mas "leitor das oropa" afirma que esta configuração parruda do jeg certamente vai ter problemas(em são paulo) na vistoria e ou na abordagem pela polícia rodoviária, que é federal- nem todos- em matéria de garantir o peru do natal, mesmo que ainda nem tenha chegado o carnaval, por conta das curvas na ponta do para-choque e quiçá da alteração da massa de embate(parte-se do pressuposto que a motorização 1800 ap está documentada).

o jeg "rambudo" - trocadalho imperdoável - esta à venda, e quem o comprar pagará para ver. agora, se está rodando, emplacado, etc, das três uma: ou o leitor está enganado ou nem por isso; ou o carro é de alguma "notoriedade policial ou bandidística" ou é mesmo do rambo, que eu se fosse polícia ou vistoriador não ia deixar passar batido: pau de selfie na mão e canetinha e papel para autógrafo na outra.

paralaxe ou deu parangolé na lateral ?

a visão de paralaxe, não sei se o caro leitor é familiarizado com questões ótico-fotográficas - longe de mim duvidar da sua sabedoria mas quem não duvida não esclarece - é um efeito de aparente deslocação do objeto observado de acordo a modificação da posição do observador. o que vemos aqui, não seria exatamente isto. mas como tinha de encher linguiça e quis parecer - para além da paralaxe com que você me lê - um sujeito minimamente esclarecido fui buscar o conceito, envernizando o post, quando poderia simplesmente dizer: é impressão minha ou a traseira(pelo peso do motor?) está desnivelada em relação a dianteira ? talvez sim, talvez não, a julgar pelos pneus de diferentes medidas ? mas isto seria também uma paralaxe ou foi só parangolé na escolha da montagem?

p.s. o falso estribo lateral é característico das versões civis do jeg. o estribo tubular, das militares. mas para jeg tão parrudo, e tão mexido, quiçá visualmente mais integrado.

ah! "gregos miseráveis"


foram eles que estabeleceram os tais princípios da proporcionalidade, uma conditio sine qua non, da -  e para - apreciação da beleza. e assim sendo, a "mesa de guincho", cuja função também é maquiar/proteger o radiador, afinal temos aqui uma motorização refrigerada a água, acaba por ser um trambolho. o brinco do espelho, que tem sua razão de ser prática(o espelho original acarreta perda de visibilidade) também não tem nada de grego. mas quem liga aos gregos, pois não ?

um motor que não cabe em si ?

o que move este jeg não é maravilha tecnológica concebida pelos idos dos anos 30 - o boxer vw - e sim um ap 1800. noutras adaptações que vi, o problema de sempre. a "casa das máquinas" pensada para o tamanho "compacto" do boxer se entala com os ap, provocando muitas vezes flatulência quando não inchaços abdominais no assoalho e adjacências superiores. pelas fotos não se pode precisar se isto também aconteceu por aqui. estaria a tampa mal fechada? ou não fechada pelo " peidinho"  a caminho? coisa ou outra, o resultado estético não é dos piores se você não for, como eu, um gourmand da originalidade,  deixando a traseira de certa maneira mais encorpada. agora a telazinha de brasília para ocultar o(s) escape(s) é espinha de peixe que não engulo. e para não parecer ainda mais intragável do que já sou tido, não vou implicar com a antena, que lembra miseravelmente o péssimo hábito de palitar os dentes, do qual não escapam os homens e mulheres que costumam abusar do dourado. a capota inclinada não é talher caído da mesa não. é original sim senhor, ainda hoje fabricado pela pissoletro sob encomenda.

perdendo a direção




















o volante massificadamente conhecido como "direção" é algo que d´um jipe não deveria nunca ser separado. mas é coisa que constantemente acontece, e na sua maioria de forma desastrosa, desastre que aqui pode-se dizer minorizado? há quem diga que a estética é levada ao matadouro para dar lugar ao conforto e ou a segurança. contudo um jeep sem volante original é jipe que perdeu a direção.e ponto final.

p.s. a bateria de escola de samba dos botões(e mostradores) é algo que pessoalmente não me encanta. mas vivemos um mundo onde o less is more não passa de literatura. então é o mais pelo mais, e tome mais ainda, o que leva a uma pobreza- em todos os sentidos - desgraçada.

Thursday, December 18, 2014

certidão de nascimento: para depois ninguém dizer que não tenho a idade que os documentos mostram

uma das questões mais emergentes sobre o jeg é a quantidade de jegs fabricados, e qual o último ano de produção - para além de quantos 4x4 foram fabricados e se o jeg hard top foi mesmo produzido ou apenas existe 1 protótipo que anda solto por ai para além dos folhetos promocionais, exportação inclusive. pois bem, a documentação não deixa dúvidas. porém é preciso esclarecer que este jeg, bem como a dúzia que anda por ai com data posterior a 1982(data que "os registros" dão como ano do encerramento da produção em série) foi adquirida e montada em caráter excepcional pós encerramento da produção. anteriormente registramos no voudejeg um exemplar cujo proprietário afirmava ser 1986, porém sem provas tão contundentes. outrossim, a veracidade de que a produção - há quem diga que já viu plaquetas na casa das oitocentas unidades(plaquetas podem ser feitas com a numeração que se quiser ou pelo engano cometido) - de jegs produzidos gira em torno dos 600 cada vez mais consolida-se, pelo menos até provas documentais em contrário. ninguém melhor que os "finatto" para corroborar isto. mas parece não ser o caso, para eles. vale ressaltar que a nota fiscal, por um erro cacográfico ou de digitação, como queiram, grafa o chassi como JEO e não JEQ(veja nota abaixo do porque do Q e não JEG), de sorte que o proprietário, como literalmente afirmou, teve de dar um jeitinho para não empancar a documentação. torna-se patente também que parte dos nomes estrambólicos que nossos cartórios registram dá-se não só por descuido do cérebro em outras vias. agora trocar Q por O, apesar da distância do teclado, ainda vai. mas dobrar y,w,k e outras dromedarices que resultam em nomes diferenciados é jequice mesmo. e jequice - é preciso dizer - não tem nada  ver com jeg(ue).

nascer tem um preço. crescer também, que dirá morrer

complementação ou continuação da nota fiscal. quem quiser exercitar a conversão dos valores para os dias de hoje, recomendo fazê-lo sentado.

célula de identidade

atentem para o detalhe da numeração do chassi. JEQ( o Q, da QT? provavelmente ) e não JEG, como está marcado e documentado nos jegs fabricados pela dacunha. a numeração de carroceria corresponde a 625 unidades e não há 5625 como pode alguém ficar tentado a pensar.

e voilá! o jeg 1988, carroceria 625


um dos doze últimos jegs adquiridos em kit e montados pela jeg team. a jeg team, do niva ou nivaldo montenese, era uma oficina especializada(em são paulo) não somente em jegs mais em adaptações off road. voltaremos a falar sobre este jeg, com mais fotos e comentários, em breve, inclusive com mais detalhes sobre quem montou o quê(quem foi o cérebro quem foi a mão de obra?) já que o proprietário deste jeg - à venda por 25 mil - um professor de mecânica também afirma a montagem destes últimos jegs. então, esclarece-se uma coisa e surgem outras dúvidas. ruim? que nada. assim é que é bom. 

Thursday, December 04, 2014

anuncia-se em perfeito estado. os anjos da anunciação gostam de pregar umas peças nos crentes e não crentes

se os espelhos de kombi(ou fiorino) dão um ar marombado ao jeg, os prendedores de capô, do velho willys, são piercings desnecessários. se há uma coisa que funciona no jeg é a trava do capô, que traz um estágio de pré-tranca, justamente para assegurar que o mesmo não abra caso esqueça de fechá-lo totalmente. agora se não tem a pachorra de regulá-lo, é outra história. e neste caso, mais dia menos dia, também esquecerá de travar os piercings.

no geral até que vai. mas no particular vai de fininho

ao qualificar este exemplar com o título de perfeito estado - sei, sei, vão alegar que é uma forma de dizer que o carro no geral está sem maiores problemas, etc e tal, - cria-se uma expectativa que pode acabar sendo negativa. "a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro". e o resultado todos sabemos qual é. por falar nisto, a presilha que prende a janela enrolada denuncia que o sistema de enrolamento foi para as cucuias ou no mínimo as molas não funcionam mais. não é o fim do mundo deixar isto mais do que perfeito.

a perfeição deixou um vão na porta por onde escapou o estado



não é um pecado mortal. mas o estribo não é original de fábrica. tal estribo diferencia as versões militares da versão civil, que é caracterizada por um "falso estribo" em chapa que liga os para-lamas traseiro ao dianteiro. mas quem fala em perfeição deveria atinar para a centralização do estribo com o centro da porta. detalhista eu ? quem me dera.

em rio que tem piranha jeg não usa rabo de jacaré

o escape rabo de jacaré - característico dos pumas(kadron) - não é a melhor configuração para um veículo que teoricamente terá uso, no mínimo, misto(jeg não é camelo) a tampa do motor que não fecha, exige paciência e malícia para sua regulagem.