Sunday, December 03, 2017

capota não é mole não (que o digam os irmãos bortholuzzi)

se você acompanha minimamente o voudejeg, sabe que já batemos cabeça por aqui no assunto capota, principalmente naquelas que literalmente abatem-se sobre sua cabeça, tal a frouxidão.

se não; saiba que existem dois modelos de capota - já demonstrados no blog, poupem-me da sua preguiça e busquem-nas que não vou facilitar por aqui - uma cuja traseira termina em angulo reto, os tais famosos 90°, que muito estudante universitário não sabe o que é; e o modelo com certa inclinação, quase diagonal, cujo ângulo calcule quem souber, e que foi a escolha dos irmãos cuja saga de recuperação(restauração se assim quiser chamar) do seu jeg vem sendo partilhada graças a gentileza dos ditos cujos.

se quem veio primeiro, foi o reto ou inclinado, não saberia dizer. mas o fato é que as vemos por ai, inclusive em material oficial de divulgação do jeg, seja a que estampa o manual do proprietário(que foi divulgado em sua totalidade neste blog), bem como em testes de revistas especializadas.

esta semana vamos apenas mostrar algumas fotos - 12 no total - deixando para o segundo post vindouro, com novos ângulos e detalhes da mesma capota, observações sobre alguns detalhes, inclusive de onde é possível fazer a capota, já que nos chega a informação de que a pissoletro, referência nacional em capotas para jipe, e que anunciava ter o molde da capota do jeg, perdeu-o ou o modelista que a confeccionava. por ora, apontamos que as dimensões das "janelas traseiras" são maiores do que as originais. mas nada que comprometa, e que se pode ler como uma opção de ter mais área iluminada, o que se é bom por um lado, por outro descarta qualquer possibilidade de deixar algum objeto "escondido" nas áreas de visão cega. mas enfim, o que interessa é que a capota dos irmãos bortholuzzi salvou-se do efeito pum de feijoada requentada, que costumamos ver nos jegs que aparecem por aqui, mesmo nos jegs "aptos a placa preta", como o do post anterior. 

preciosismo de minha parte? sei não. frouxidão não combina comigo. e isso não tem a ver com machismo ou macheza de minha parte. tem a ver apenas com retidão, sem segundas, terceiras ou sejam lá quais forem as interpretações.

se a vida tantas vezes nos deixa de capota baixa, isso não é motivo pra fazê-la frouxa, capice?


















Thursday, November 23, 2017

gold; pero no mucho


não caro leitor: não queremos ser o martelo de thor(muito menos o martelinho de ouro, que este caso a coisa descamba para picaretagem em ritmo desparatado de falsas franquias) ao ribombar o jeg da foto acima que, obviamente, não deixa de ser um belo exemplar. mas esta capota, francamente: é caso para o boston institute, aquele que faz promessas sacanas de cura da disfunção erétil.

pois bem: esta capota tem o tal problema. flácida, compromete a distinção do exemplar que enche os olhos daqueles que desconhecem o ludwig mies van der rohe, o grande arquiteto alemão - naturalizado americano - que tornou ainda mais famosa a frase: "deus está nos detalhes", citada por nós, acrescida de " o diabo também", que é exemplar para casos como este.

para tão luxuoso amarelo, verba é que não faltou para uma capota decente, rija, como todo jeg merece - e muito menos para evitar o uso de calotas de kombi(jeg tem muito de kombi mas não é kombi sô!) - de modo que não se trata de espinafrar o jeg alheio mas sim de lamentar que tenha chegado tão perto e se perdido no mies van de rohe ( pelas vias de "deus ou do diabo"?)


no 6º ABCV Expocar 2017, em são caetano do sul.
                                           pela placa ele é ano 1986, ressalta opasgarage.blogspot.com
                                           em mais uma colaboração bem-vinda


e aqui um jeg também amarelo, mas com uma capota que dispensa comentários
 e aguenta os ditos cujos, deus e o diabo, a fazer estrepolias em cima
 até rolarem por outros caminhos.

"andar, com fé na originalidade eu (sempre) vou. que a fé não costuma faiar "



Thursday, November 16, 2017

na média dos preços praticados no brasil. mas vendido na frança*, não deixa de ser "très chic"

1981 Dacunha Jeg   Price: 2700€
A one of a kind car with aircooled VW 1600cc engine!
Made in Brasil and imported in Germany: Clear german title.
The Jeg is built on a shortened VW bus frame with front and IRS rear axle also from VW bus.
Body screwed on the frame has some rust and the engine don't turn .
Easy to restore, asking price 2700€
Phil


Location:
Ad placed:
Views:
Category:
Payments accepted: 
Canéjan, France
Mon Nov 13, 2017 3:52 pm
272
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* mais uma garimpada certeira, gentilmente enviada
por opasgarage.blogspot.com

da alemanha para a frança é um pulo. quer dizer, nem tanto assim

como diz o anúncio, feito no brasil, importado da alemanha, e não para,
 pois presume-se que refere-se à frança.

o estilo " noir" já veio da alemanha. a colocação da placa também


não são só os pneuzinhos de barriga que incomodam. estes também ferem a estética original



easy to restore*? por mais que seja, nunca é

fácil de restaurar, diz o anunciante(como o dizem todos)

"some rust" e o motor não gira. ainda assim o jeg gira o mundo

some rust(alguma ferrugem) é o caralho.
quem comprar pode ir se preparando para os quilos de "some" que teimam em não sumir
o que é de praxe nestes casos

Sunday, November 05, 2017

estrala porque funciona ou funciona porque estrala?




o guincho manual é um característica inconfundível -e incontornável - do jeg, herdado do gurgel. para alguns é música quando estrala. para outros dá arrepios. mas é a tal coisa. se não arrepia, não está vivo. arrepie-se!

Sunday, October 29, 2017

enfie os braços. sem dó. pois para quem não tem munheca, 4x4 só não dá gozo





última versão do jeg 4x4,já com novo design da dianteira,
que escamoteou(que absurdo!)seu nome de batismo

o exemplar andou à venda por algum tempo mas parece que retornou a casa


ahnnm, ui, ôôô, ah! ahn, óóó! 

não caro leitor, isto não é a transcrição(fuleira), de algum áudio de algum site semi-porno dos milhares que pululam na web.
então o que seriam tais exclamações travestidas de onomatopéias, quando não, erotizadas?

é simples caro leitor, são as quase interjeições embutidas nas reações de desdém, muxoxo, decepção, quando perguntado se o jeg que conduzo é 4x4 e ouvem que é 4x2.

é a tal história. jipes são sempre associados ao 4x4. de sorte que o atrevimento de um jipe 4x2, ainda mais assentado numa " kombi" * de quase corpo e alma, melhor dizendo coração(leia-se motor) costuma - ejaculação precoce? - antes de despertar curiosidade sobre seu desempenho,broxar os interlocutores.
os jegs 4x2 são vítimas de mais este preconceito, assim como os muares, em relação aos cavalos.

mas o post aqui não é para estabelecer comparações entre desempenhos dos jegs 4x4(ou outros quaisquer) e os 4x2. até porque, não basta só ser 4x4 e pronto dá-se por garantido o resultado do sucesso da travessia só por isso. há que se levar em conta a relação peso-potência, entre outros itens, e, um nada desprezível: a munheca de quem o conduz. os 4x2 jegs - e o gurgel, de quem "herdou ou surrupiou" o selectraction(sistema auto-blocante traseiro manual) - permitem experiências divertidas ou necessárias para quem enfrenta as trilhas de morar no interior.

mas a questão é: existem os jegs 4x4. e quantos foram fabricados?
sim, existem sim. mas não foram, muitos. e o curioso, é que o sistema 4x4 do jeg, foi pensado- e testado - primeiramente em kombis(foram produzidos dois protótipos, pela QT engenharia(qualquer terreno), sendo que um deles dá-se como destruido e outro a recuperar com algum funcionário da vw.

segundo, marcos finato, da QT engenharia, "foram fabricados 4 protótipos do jeg 4x4. um deles foi para homologação do exército alemão. por volta de meados dos anos 80, foram produzidas as 2 últimas unidades 4x4, e estas refrigeradas a água. um deles utilizando o motor da kombi diesel 1600cc e o outro com motor AP do santana, com 1800cc. o modelo com motor a diesel é de nossa propriedade até hoje". 

e assim, vemos que a saga dos 4x4 é resumida, infelizmente ou não. resta lembrar que as primeiras unidades do jeg vinham com as famigeradas "reduções da kombi" que o faziam quase coicear na partida.

4x4 ou 4x2, o que importa é que o jeg vai longe, se você tiver munheca e paciência. como diria o bardo, é quase a mesma coisa como no sexo. devagar e sempre, ladeira acima e ou até mesmo no ladeira abaixo. uuuiiii!


um dos primeiros protótipos do jeg 4x4 que foi parar em atascadero, califórnia

aqui as duas alavancas, uma delas para o acionamento do 4x4
para além do selectraction(duas alavancas tendo ao centro o freio de mão)
e a curiosidade do acionador do afogador

em nossa nada humilde opinião o design definitivo e incontornável do jeg
acrescentando algo mais a paisagem da califórnia

* os jegs 4x2, assim como os 4x4, são montados em chassi de kombi, encurtados em 40 cm, com suspensão da mesma especialmente calibrada, caixa e motor 1600, a exceção dos 4x4 aqui citados com refrigeração a água.

Saturday, October 07, 2017

jeg: quantos, onde, e como? eis um enredo para agatha christie nenhuma botar defeito

jeg mc: tão revolucionário quanto os mc de sua época

agatha christie, você já deve ter ouvido falar, é a rainha do conto policial, e portanto dos mistérios a serem resolvidos.

mistério digno de agatha, é a quantidade de jegs produzidos, e a especificação, também quantitativa, dos modelos produzidos: 4x2, 4x4¹, teto rígido, além daquele que vamos rebater por aqui, um (in) certo jeg caribe*, para o qual vamos convocar uma equipe digna de sherlock holmes & cia.

opasgarage - opasgarage.blogspot.com- um dos mais novos membros da "ordem dos cavaleiros muares", tem se dedicado ao levantamento, do qual publicamos abaixo, um trailer.

até agora, ele encontrou 238 deles. informa estarem presentes em todos os estados, execeto amapá e tocantins. são paulo, detém a maior quantidade (52), depois, surpreendentemente? ceará(30) e pernambuco(21). 

os anos de maior quantidade são: 1978(84) e 1979(79? - número que talvez tenha sido ato falho, uma vez que a soma dos dois anos daria 163 jegs, restando 175 para serem distribuidos nos esparsos anos pré e pós em que foram fabricados jegs(vamos averiguar com o próprio estes números).

o número mais alto de chassi é o de número 5630, pertencente a única unidade movida a diesel(pertencente ao coronel catharino, ainda?)e o de menor número, o 5003 de 1977.

a pesquisa encontrou jegs de anos 1970 a 1975( estes dois certamente erro de cadastramento, alerta opas, *erro que também atribuo a denominação vw caribe jeep à documentação de um jeg, mesmo que o erro tenha sido cometido em duas unidades diferentes da federação) passando a 1977 e chegando até 1988(provavelmente os kits montados pela jeg´s team(preparadora de veiculos off-road) do nivaldo montenese, já referido aqui em posts mais antigos.

ou seja, se isto não dá samba(do criolo doido) é uma verdadeira rapsódia.

e assim, lá se vão - ou veem - desembestados os jegs ladeira abaixo, ladeira acima, sem que ninguém os consiga contar como se deve.

¹ em próximo post vamos divulgar a informação de fonte apropriada de quantos jegs 4x4 foram produzidos.

  






Tuesday, September 19, 2017

mosca branca, reproduz ?



jeg mais jeg não há. por isso mesmo, valoroso exemplar

no segmento dos jipes, tradicionalmente eternizados com suas capotas de lona, ou descapotados, os TR - teto rígido - são um caso de amor à parte, um plus, um up, um diferencial na paisagem.


moedas raras, willys, candangos, e até mesmo o samurai - que criou uma categoria dentro da categoria, o high roof(teto rígido alto) um degrau acima dos hard top, sua denominação para os TR(teto rígido). todos eles provocam torcicolos quando surgem nesta versão, valorizadíssima, em seus casos.

o jeg não ficou atrás; quer dizer, em termos, já que, segundo fontes oficiais ou talvez oficiosas, apenas um protótipo foi produzido, e neste caso, o aqui a mostra. porém, há indícios de que a história não é bem assim(no tocante a exemplar único) como veremos a seguir.

ele não é o único - diz o observador

e pensar que este exemplar foi moeda de troca - pouco valorizada - 
numa transação imobiliária, antes de ser adquirido pelo atual proprietário

acontece que o felizardo proprietário deste jeg TR,  observou em suas pesquisas pelo campo de provas da web, que existiam duas placas diferentes, portanto dois exemplares(elementar meu caro opas?) distintos. será ?

e agora? ser um ou ser dois ? ou mais de dois? that´s is the question

bom de frente e bom de costas
informações controversas, sempre foi marcante característica da história não documentada do jeg. inúmeras são as contradições, como no caso agora. de um lado, afirmação do marcos finatto - atualmente à frente da QT engenharia (fabricante dos últimos jegs) e filho do coronel finatto, que está ligado aos jegs desde a dacunha (não sei se também a ABC diesel, de hélio dacunha, que startou a fabricação) - de que apenas um exemplar foi fabricado.

de outro, opasgarage ( http://opasgarage.blogspot.com.br ) pesquisador, connaiseur, que adquiriu o exemplar e observou a existência de duas placas, portanto, na teoria, e na prática? dois exemplares distintos.




haja persistência para desenrolar a o fio da meada

raro exemplar, também, de guincho na traseira

resta a nós, comuns mortais, babar e ficar a espera de que surjam informações mais firmes, acerca da existência ou não de mais exemplares. por enquanto, seguem fotos do que se encontra na web.



                                        os velhos e bons cidade e campo 14
                                 (pena que não existam mais os 15)


tanque de gasolina em sua localização original




                                                               o protótipo, o tal exemplar único? em testes  



                                                                                                              o tal outro a mais ?