Saturday, April 21, 2018

dos muitos tipos de zequinha, em especial, os que valem a pena

zequinha, no universo jipeiro, quase todo mundo sabe, é "aquele singular passageiro do jipe alheio, felicíssimo por conseguir uma carona e, assim, vivenciar aventuras incríveis, por lugares onde tudo possa acontecer". mas, não se engane: zequinhas sofrem;)

há quem diga que a origem da expressão está no desenho speed racer, onde um macaquinho viajava escondido no porta-malas do carro match. o zequinha era o fiel companheiro do gorducho, irmão do speed.

o outro zequinha danado, era o de abreu. compositor, entre outras de tico-tico no fubá, não me toques, branca, sururu na cidade, e haja estrada de sucessos.

e há o de serra-negra: que não vem só, acompanhado dos filhos, responsável por esta obra artífice de funilaria no restauro do jeg dos irmãos bortholuzzi, aqui postado em seus extertores quase finais de renascimento(sugiro ver os posts iniciais quando o jeg estava em estado quase "terminal".)

ao zequinha e seus filhos, da angeli cars, de serra negra, segue abaixo um delicado chorinho do zequinha de abreu, tão ou quanto delicado, sem deixar de ser rebuscado, quão o seu trabalho. enquanto isso, eu vou de zequinha na viagem das fotos abaixo que, juro, seguindo o mandamento dos zequinhas, não vou comentar(não sei se para alívio ou gáudio do aldo e do waldir bortholuzzi).























           

                             p.s. se um pintinho no terreiro faz estrago, imagine um jeg;)

Friday, April 13, 2018

light my fire!


o jeg vinha com dois tipos de protetores dos faróis. um trapezoidal(não é triangular, faltou a aula de geometria?) e este modelo que se vos apresenta. pelas reportagens, provavelmente o modelo trapezoidal veio primeiro, passando ao mostrado. mas isso são só conjecturas não vou assinar em baixo. mas assino embaixo o primor desta frente restaurada pra valer. pois isto aqui, não é lata velha. que mostra um carro e restaura outro, pra coisa ficar aparentemente mais mastigada. não sabia disto? putz. fico imaginando seu voto, quando um sujeito que se quis presidente, trapaceia até nisto, para não falar de outros podres sem restauro, como comprar helicóptero com dinheiro do bndes, e ter mansão que invade a praia com cercas e toda sorte de aparatos que mantenha a rafameia longe. achou que passamos da conta, misturando política e jeg? tudo é política meu filho. até a sua cagada ou não em uma restauração.


lanternas do pisca, do jeep willys(willys é jeep. jeg é jipe). além destas, que aparentemente vieram primeiro, eram usadas as de tamanho maior, dos velhos e bons de guerra caminhões chevrolet, na cor alaranjada, de material menos resistente e muito estaladiço. muito embora sabedor que a finalidade do restauro deste jeg é para torná-lo objeto de coleção - e portanto longe das ruas - chama-me atenção a "colagem" da chapa dianteira na garra de sustentação do para-choque. convinha o espaço ter mais folga, porque do jeito que está o atrito é certo e documentado. e disto música não sairá para os ouvidos.


mais um pouco de colírio para qualquer olho que não esteja tapado. melhor ainda quando tivermos os 25 metros de cabo de aço enrolados no guincho. espessura? que tal você pesquisar um pouco em vez de querer tudo mastigado? não é porque o blog é de jeg que eu tenha de carregar tudo na costas. a proposta, decididamente não é esta.

p.s. este jegue, você que nos acompanha, já sabe, é dos irmãos bortholuzzi, que fizeram -e continuam - fazendo, a gentileza de nos enviar o passo a passo, mesmo quando eu perco o passo, o que, imagino, seja de vital importância para quem queira restaurar o seu au complet

Saturday, April 07, 2018

a foto do ano

páteo de estacionamento da dacunha? ou da QT? a julgar pelas rodas(15x5,5) arriscaria dacunha. mas o risco é grande de não ser uma coisa nem outra. de quebra a foto traz 3 das cores oficiais do jeg(apesar das lâminas de propaganda onde o laranja aparece assanhado) faltando apenas o vermelho. o autor da foto? desconhecemos. quiçá possamos logo dar o crédito. * mais uma valiosa colaboração de opasgarage.blogspot.com

Saturday, March 31, 2018

nem tão antigo assim, muito menos clássico. exdrúxulo estaria de bom tamanho. mas a foto não permite visualizar detalhes que poderiam elevar ou rebaixar a categoria





poupem-me dos comentários, diria o jeg que aqui se vê. e assim, poupo-me eu, que você não vê (mais uma colaboração de opasgarage.blogspot.com que acredita ser a revista uma edição lá por 2006).

Sunday, March 25, 2018

em casa de ferreiro, espeto de ferro, que seria espeto, no caso do jeg, ser de pau



visão em ângulo de torcicolo da engenhoca da caixa de direção. se tiver de trocá-la algum dia(trate de mantê-la lubrificada, o que quase ninguém faz, para depois não chorar em ais) você vai ter de ser carne de pescoço para desvendar o "enigma" árabe. explico: é que a caixa de direção utilizada no jeg é de uma série que equipava veículos que foram para o iraque, reza a lenda. se colocar as trw, de kombi brasucas, quando girar o volante para a esquerda, as rodas irão para a direita e vice-versa(acredite eu já passei por isto e me senti na oficina de ali baba e os 40 ladrões). há quem diga que basta inverter o sem fio das "brasucas". mas é lenda. as "lendas das arábias" sempre tem um fundo de verdade.




certas coisas na vida, são tão simples que não damos por elas. a tal molinha que o cavaleiro(quem monta um jeg é um cavaleiro. mas nem todo cavaleiro é cavalheiro) avista é o supra-sumo do detalhe. é tal e qual como se fosse uma lagarta rara na visão de um entomologista. e, acredite, sem ela, não rola. o quê? cuidado com as taturanas.



reservatório e a bomba de óleo simples - que é a original do jeg - à vista. se você ficar sem freio - e eu já fiquei descendo a ladeira da misericórdia em olinda-pe - vai praguejar todos os santos por não ter colocado uma dupla, que foi o que fiz após escapar de tal descida, menos por misericórdia e mais por cagaço da sorte. com a dupla, vou chover no molhado, se falha uma secção, você ainda tem a outra pra zelar pelo seu susto. mas a bomba simples era a original. 



como já bem posto, o jeg utiliza o sistema selectracion do gurgel, o que poderia ser resumido como um locker manual, com a diferenciação no formato das alavancas que postam-se paralelas a do freio de mão. ninguém sabe dizer se o dacunha fez a gurgel de gaiato, lançando mão do sistema sem autorização ou houve algum acordo. não teria gurgel patenteado? (neste pais, patenteando você é feito de pateta, imagine se não).



esta alavanca diminuta, enxerida à toda prova, é a alavanca do afogador, sistema do tempo das máquinas de escrever. mas, pode crer, funciona melhor que certos reservatoriosinhos do tempo do computador.



pano rápido com o funcionamento manual do guincho como demonstração. a alavanca que o move vem a caminho, e tem também serventia de defesa em casos de perigo. mas como diz a "puliça" nunca reaja. morra em paz.



Wednesday, March 21, 2018

força na peruca!*

capota. eis um item que faz a cabeça de muito proprietário de jeg, coçar e arder, pra não falar dos buracos que causam à restauração dos jegs, com a consequente perda de cabelos no dono, e perda(nunca "perca", homessa!) da boa apresentação estética do jeg. contudo, paradoxalmente, a coisa é bem mais simples do que aparenta a complicação de ser. é tal e qual quando você procura um mecânico e acha um trocador de peças. o resultado é desastroso para seu bolso - e para sua viatura. o mesmo se dá quando você procura um capoteiro e é ele justamente a única coisa que falta na tal capotaria na qual você vai perder o couro: da cabeça; do bolso, e do seu jeg. socorro! chame logo a associação de proteção dos animais.



em destaque, para além do cimo, onde o encaixe perfeito da capota quase passa desapercebido - e é tão simples fazer, porque não o fazem os "capoteiros" que só teimam em complicar? - o logotipo jeg estampado no vidro, é quase uma medalha de honra ao mérito: cacete! isto é glorioso, mas aquela haste do limpador fora de esquadro, é como um cílio dentro do olho. uma lágrima corretiva é o que falta para a deixar alinhada.



as capotas do jeg, são encontradas em dois modelos: em ângulo reto, como o próprio nome diz, retas; e esta, com inclinação(se alguém quiser calcular os graus do ângulo, proceda). não sei precisar quem veio primeiro: se a inclinada ou a reta, o porquê? tampouco o ano. fica na conta das incontáveis informações desencontradas sobre o jeg. mas sei que as originais vinham com os célebres botões "turn-off, turn-on", que permitiam fechar e abrir com mais facilidade a amarração inferior da capota. há quem diga que a fábrica que fazia tal item, fechou. mas segundo o dono deste jeg, ele até poderia ter feito mas optou pelo "cravo", que para mim é coisa de ferradura, da qual não gosto, nem no animal. e como gosto se discute(o que não se discute é opção) seria assunto para muito chão pela frente. gastemos o chão então admirando o resultado, e deixando os coices para outro dia.



o franzido na porta denuncia que houve cochilo na hora da prensagem. em nome de todo o resto, eu rebitaria de novo, como se deve. e já agora, tiraria também o "vinco" da aba do "quebra-vento". perfeccionismo? nem tanto mestre.



ressaltamos que o tamanho da janelas traseiras, originalmente é menor. falta de referência iconográfica não foi, o que me leva a pensar que é uma decisão do dono em alargar os espaços de visão. não compromete. mas se eu fosse fiscal de placa preta, tiraria um ponto. mas daria outro, por este ângulo, onde a capota está íntegra em sua retidão, coisa que no brasil já foi para as cucuias(pra não dizer pro caralho) faz tempo. e da falta dela, não se salvam a maioria das capotas, e - não estou falando de capotas - civis, militares, juízes neste momento conturbado, onde nada nem ninguém é reto quando se trata de escolher entre ter ou manter(quem já teve algum dia) o caráter ante o poder.



esticada como pede o figurino. mesmo que seu objetivo não seja placa preta, não faça o mínimo achando que fez o máximo. como diz o bordão: faça uma vez só. faça bem feito. e no caso do jeg, faça movido pela excelência de estar fazendo em mais um carro nacional que foi à pique pela falta de excelência de "nossas excelências".e já agora, eis as paletas alinhadas. isto é que é. não é porque você é jeg(ser jegue no nordeste é ser desengonçado) que você não possa ser alinhado(em tudo).

* fotos gentilmente enviadas e cedidas à publicação pelo waldir bortholuzzi, que junto com seu irmão, vão chegando a reta de saída da finalização do processo de recuperação/restauro do seu jeg. quem acompanha o voudejeg tem a ideia de quanto custoso foi o processo, principalmente em termos de tempo, paciência e mão de obra, e antes que você complete " dinheiro", digo-lhe que dinheiro não é tudo na vida. tem gente que tem, "sobrando" e mesmo assim fez merda no seu jeg.
seja rico mas não seja tolo. seja pobre mas não seja miserável.

Sunday, March 18, 2018

amarra o tampo, segura o tampo

em um dos posts sobre a restauração do jeg dos irmãos bortholuzzi, nos referimos sobre a formatação da amarração(inclusive corrigimos a publicação que estava truncada) destacando que este formato nos parecia mais jipe. portanto se você tiver uma ou outra amarração, sossegue. está à caráter.