Sunday, February 19, 2017

tamborete e tamboril você acha no dicionário. agora tamburão? só no catálogo de peças do jeg*


* é de se notar que este modelo é referente aos jegs de anos 77/78, já que posteriormente a traseira passou a ser reta de cabo a rabo. quanto ao termo, é a tal coisa: não tem parentesco com camburão(ainda bem) nem com bujão, nem botijão(que originalmente era a designação a tampa do bujão, e hoje é tomado pelo todo) nem bombona.  muita gente chama galões plásticos de bombona, mas acontece que uma das caraterísticas das bombonas é ter uma armação metálica nas laterais ou ser totalmente de ferro. de onde foram tirar tamburão, é coisa que ainda estamos passivos de saber.

é muito tamburão pra pouco cesto*


* private jokes à parte, o tamburão de 20 litros, até parece desproporcional a estrutura compacta do jeg .obviamente, se você vai a lugares onde o abastecimento é precário, tem sua utilidade para além do visual. mas se você é um sujeito urbano ou semi-urbano, o tamburão de 10 litros se encaixa numa luva no contexto geral. e convenhamos, com 10 litros de reserva você roda aproximadamente seus 90 km. mais do que isto, quem mandou não estudar os mapas e postos da região ?

Saturday, January 07, 2017

digam o que disserem ele ainda assim é o cara *


se você compra um jegue, esperaria dele um comportamento de quarto-de-milha? puro-sangue inglês ou árabe? certamente que não. então como é que  a quatro rodas afirma que pelos 17,2 segundos para ir do zero aos oitenta ou por não chegar aos 100, "por esssas e outras o jeg acabou empacando e deixou de ser fabricado em 81 " ? um jegue, é um jegue, ora pílulas. não espere dele velocidades estonteantes ou arrancadas de perder o fôlego(é o mínimo que se espera se um ser que se credita falso inteligente. tal como o animal que deu o nome, o jeg é um veículo para o "devagar e sempre". mais do que isso, é como a fábula do coelho e da tartaruga já que estamos fazendo analogias "animais". o devagar do jeg não é o "devagar(ou seria divagar) quase parando". é um jipe para quem o "don´t worry" não é acessório mas sim sua qualidade principal, e universal. resistente, econômico(na condução e na manutenção),desbrava caminhos com tenacidade, ainda mais se tiver um condutor que tenha o seu espírito de teimosia e obstinação. vai bem em trilhas leves a médias - e não fez feio em trophy´s da vida. 
originalmente concebido para ser um veículo leve de reconhecimento, sua impulsão baseava-se no fato de ter a inspiração da kombi(até hoje insuperável no que se propunha, segurança à parte) com seu chassi encurtado em 40 cm, suspensões, cx. marchas, e a mecânica à toda prova do vw boxer(não foi ele que fritou na segunda guerra nas batalhas do deserto), que chega sempre, mesmo quando desmilinguido, e de extrema facilidade nos reparos. sem falar que era um jipe construído com duas máquinas: "cortadeira e dobradeira". e que não teve tempo de ser aprimorado por conta dos mesmos interesses escusos de sempre que aniquilaram os projetos nacionais(gurgel e uma série de marcas de carros especiais- puma, miúra, farus, engesa,edra, etc,etc,etc) sobre a égide das leis do mercado, leis estas que favorecem sempre os mesmos, e fodem sempre os mesmos, por quê será ?
dizem que hoje no sertão as motos substituíram os jegues que perambulam ainda mais à míngua pelo sertão, sendo alvo de todo tipo de atrocidades para eliminá-los da paisagem, já que se tornaram" inúteis". logo eles, sem os quais seria impossível o desbravamento do brasil, com sua inacreditável força de trabalho esquecida em prol do estigma de animal chulo e" burro"(asno , jumento, jegue,jerico, asno-doméstico) 
mas quem seriam os maiores burros? responda você mesmo se não for um deles( por falar em analogias e estigmas, lembraria que as antas não são "antas" mas o ser-humano, em sua maioria)

é ou não, o mesmo espírito que quase enforca o jegue, pela carga descomunal a sua compleição, o mesmo que lhe cobra arrancada e velocidade final ?