Monday, December 23, 2013

como ser um jeg autêntico


ser original nos erros e acertos. talvez seja esta a receita de um grande homem ou de um homem que presta serviços à humanidade. não sou lá um grande exemplo, repetindo mais erros dos outros que acertos da minha propriedade. mas sou destes que vou tentando até a exaustão. daí então, recomeço tudo de novo se o coração continua a bater.

baboseiras à parte, o voudejeg sempre teve princípios, ou melhor, um princípio: buscar divulgar informações que levassem proprietários a recuperar ou restaurar seus jegs lastreado na originalidade perdida, estando entre estes proprietários eu próprio. não é fácil, como vimos ao longo destes anos. a humanidade anda cada vez mais em busca de atalhos com uma avidez tal que não percebe que estes são ainda mais perigosos do que os tais caminhos árduos os quais não se sabe bem quanto até caminhá-los.

ser original e buscar a originalidade tem um preço: ético, moral e financeiro. quem a defende também. e quem utiliza a ironia, a mordacidade,o jocoso para combater o bom combate não conquista a simpatia nem seguidores à rodo. e esta nunca foi nem será a minha intenção. não quero muitos seguidores. nem seguir a muitos. e isto também tem seu preço que pago mas não dou gorgeta.   

600 jegs produzidos. há controvérsias mas tomemos este número como um patamar. quantos ainda rodam, onde estão, quantos se perderam da originalidade e do todo para sempre? são questões que me interessam mas que não posso responder sozinho.

ao longo do tempo recebi muitas promessas(na verdade fui atrás delas) registro do inpi do jeg; ovalização da furação do caster para melhor dirigibilidade do jeg, fotos e dicas disso e daquilo mas que jamais chegaram ao todos do voudejeg. no fundo muito pouco de informações realmente úteis que pudessem ser compartilhadas por quem tem interesse em ver seu jeg escoiceando tanto quanto como saiu da fábrica.

e isto resultou num caminho que não diria perigoso mas acidentado. buscando na web os poucos acertos e uma enormidade de erros ou distorções para pelo método de tentativas e erros demonstrados procurar chegar perto da tal originalidade perdida.

outro componente do acidentado caminho é quando se defende uma posição com vigor e entusiasmo corre-se o risco de: ou ser interpretado como candidato a ditador de modos e costumes ou incorrer mesmo neste erro. mas quero crer que este nunca cometi, pois sempre deixei claro que amarra-se o jeg onde o dono do jeg manda. mas como não gosto de amarrações, fiz do bom ou mal humor os dentes com os quais trinquei algumas cordas, ao meu ver repletas de nós e equívocos.

perdi leitores/colaboradores com isto? de certo. por vaidade? acho que não. talvez por uma questão de estilo. mas se o estilo do homem é o seu caráter, este é o meu. não me venham com chorumelas.

doravante, não me façam mais promessas, nem contem histórias. estou farto. o voudejeg não é para ser pensado em mim. é para ser pensado em todos os donos de jeg - poucos- e os poucos que querem adquirir um e que não tem de onde retirar informações, como por exemplo o que fazer com aquela maldita caixa de direção que quando trocada o volante gira para a direita e as rodas vão para a esquerda e vice-versa. ou: será que adaptação da caixa do pálio funciona no jeg como dizem que funciona nos gurgéis (não se esqueça que são princípios diferentes)? ou é mesmo verdade que só foi feito um jeg 4x4 e um hard top? e o volante do jeg é mesmo dos tratores valmet, idem o filtro? mas... e nos jegs a alcóol - originais? - o motor era mesmo de brasília com carburação dupla, portanto os filtros eram outros? e haviam jegs na versão militar - os que vem com estribo de cano no lugar do contínuo, galão, engate, etc, etc.

portanto calados vocês já estão. se vão continuar assim, as lendas e as histórias de jegs do caribe, do iraque, de números 01 do hélio da cunha(modelo 80?) e tantas outras vão continuar o que é uma lástima. e mais lastimável ainda, eu com minha mordacidade pelo excesso que se sobrecarrega a falta de teor.   

pior do que a falência de um projeto como do jipe jeg dacunha, e posteriormente dacunha/QT, que dizem ser oriundo do vw militar pagão, é a falta de exercício da memória que acomete de resto a todos os donos de jeg que andam em extermínio por aí porque andam ensimesmados nos seus raros acertos e caudalosos equívocos.

se civilizações já foram extintas simplesmente pela falta de memória/história o que dizer de um jipe que não andou à volta das 600 unidades? a customização não é a resposta para a ignorância e a falta de memória que contribui para esta forma de matança.

então vamos continuar coiceando e zurrando, se for o caso. porque quem relincha é cavalo. e este é o blog dos muares, até na teimosia, que até entre os animais é uma forma de resistência a dominação pela estupidez mesmo que a teimosia pareça uma variante dela(da estupidez, e talvez o seja em alguns casos). 

feliz 2014 para todos - apesar da copa - e que a divindade do tempo não castigue ainda mais o sortilégio dos jegs/jegues.









Thursday, December 19, 2013

a praça não é do povo, como o céu não é do avião. é do jeg


estacionando meio como se não quisesse nada, este jeg dá de lambuja à praça que lhe recebe a graça que outros carros lhe retiram. só isso, pra quem acha que um jeg é pouco.

coisas que combinam( e que não combinam)


preto, fosco de preferência, com o cinza. então você tem a "marra" de jipe impactando e ainda por cima com um chuá de sofisticação. é pra poucos como vimos pelas cores dos que foram publicados por aqui. mas a coisa(do sofisticado) não dura muito não, com veremos a seguir.

detalhes tão pequenos de nós todos


antes das nossas inautoridades rodoviárias chumbarem o para-brisa basculante(ou dobrável como queira) para tristeza dos besouros e mosquitos que adoram nos acertar as córneas, muito jeg andou por ai com o dito cujo basculado. pensando nisto os projetistas do jeg colocaram aquelas pecinhas ali nos extremos, com case de metal, e um apetrecho de borracha que era para o apoio do para-brisas no capô. a coisa devia balançar( e arranhar, apesar da borracha) se a estrada era tranqueira. mas que tinha seu charme tinha. no detalhe o fechamento da capota sem comprometimentos e mais detalhe ainda no uso do espelho na horizontal(espelho da kombi clipper) talvez para ver se sobra um pouco de imagem que o "quebra-vento" come, ainda mais quando o material que não é anti-uva amarela de vez. podia falar da questão das palhetas e tamanho dos limpadores. mas fica pra depois. cobrem - ninguém vai cobrar porra nenhuma. é assim que raciocinam os políticos. mas como não sou político, nem um pouco, que o digam ou raros leitores do voudejeg, eu mesmo me cobro.
ah! sim, as inautoridades? bom, no dia em que o brasil tiver estradas decentes talvez elas tenham autoridade para serem chamadas daquilo que não são e que por isso mesmo fazem jus aos palavrões proporcionais em usos e costumes as suas patentes. 

se fosse do lado de fora o jegue comia o" formiplac"


pensou naquelas imitações baratas da madeira usada em carros americanos? que os japoneses andaram fazendo um dia. pois é. também pensei. nem sei se foi justo porque pela foto não dá para identificar se é mesmo madeira ou alguma esquisitice sintética. madeira ou não(toc!toc!toc!) duvido que em algum momento do projeto os designers/projetistas do jeg tenham pensado em tal uso. mas pelo visto o nosso camarada aqui gosta de inovar. o painel tem mas botões do que "cama de motel", do lado de cá(e aquele tampo ao lado do marcador de gasolina mostra que ele gosta de abrir buracos). do lado de lá tem mais, botão e o que seria? conta-giros, sendo namorado por um pager?

pois nada disto se destaca - ao contrário - astravanca a beleza desta direção original(tratores valmet com o tampo da kombi corujinha, corrijam-me se estiver errado) a seta jipeira a cem por cento e o conjunto de mostrador do nível de gasolina e velocímetro. isto sim dá tesão. o resto, brocha.

eita ferro! pra que tanto? se com menos ele fica mais


não é o primeiro jeg que vejo - e publico - com este protetor de faróis com base para guincho. continuo a defender que descaracterizam o jeg, pois os protetores de faróis originais, não só são mais harmônicos com o todo como o deixam com a frente bem mais característica(agreste, como estamos falando de jeg para não dizer agressiva) de um jipe. este tamanho da estrutura não fortalece a imagem do jeg. pelo contrário: o iguala a um sem número de perdidos nas trilhas por ai. assim também os faróis quadradinhos na base e os redondos acima. já se tornou quase standard, para os jegs (e gurgeis) os faróis redondos de tamanho médio ao lado dos "quebra-galhos" se assim você o quiser chamar. é o fim-do-do mundo? não não é. mas certamente não é um bom começo.

onde teria sido montado este jeg?



se é mesmo vero que o ano é 1986, provavelmente é um jeg que foi montado fora das linhas da dacunha e ou mesmo da qt engenharia(qt de qualquer terreno) como alguns que o foram pelo ou pela jeg team do nivaldo modenese - o jeg team não tem nada a ver com jeg, é apenas concidência. trata-se de uma oficina preparadora de veículos off-road. talvez a plaqueta possa dizer,se é que há. mas sempre há a possibilidade de no "kit" ter sido incluída a plaqueta. então só o dono, de boa vontade, poderá dizê-lo. 
para não passar batido, você já sabe, estepe traseiro não é item original. mas pelo menos este preservou o centro de gravidade e ainda fez um beicinho no para-choque para outras oferendas. sim, o cano de escape provavelmente é de variant. quanto a curvatura da capota, sim, alguns jegs sairam com esta "curvatura lombar"

nem perdido, nem abandonado, apenas entregue a seus pensamentos(porque vão me vender ou o que fará comigo meu próximo dono)


Monday, December 16, 2013

"agente somos inútil" ?


tirando os bancos, e o bocal de combustível externo, que alguns teimam em colocar - fica estranho jipeiro argumentando comodidade de não ter de abrir o capô - facilitando a extração de gasolina por algum chupão de plantão, dá para recuperar(até a falta dos estribos). o danado é achar os tais aros do farol que estão faltando e que ninguém sabe de que carro é. utilizar os dos willys? se não for muito exigente dá. mas o jeg vai ficar com aquelas olheiras. sei não.resta a beleza dos protetores de faróis trapezodais que muita gente teima em estraçalhar colocando arcos de proteção que se querem malditos ao serem batizados como "mata-cachorros". vade retro!

"agente somos inútil? 2"



aquela lanterna, que nem de kombi é? fora do encaixe e do padrão é a pá de cal para os puristas. mas ainda tem jeito. a lanterna de kombi é original dos modelos de traseira reta, normalmente anos 80. os anteriores, pelo menos os 77,78, são as redondas usadas em sinaleiras de caminhão. qualquer loja de cidade grande ou do interior se acha. mas pelo visto em são caetano, pernambuco, deitou-se tudo ao lixo. e por conta disto nem vale a pena falar da verdadeira verruga que é este estepe fora de lugar, ainda mais com o centro de gravidade deslocado o que mostra como é cego o ser humano que se julga superior ao jeg(note caro leitor que ele ultrapassa, para baixo, em muito o para-choques o que deveria resultar em supapos caso você se aventurasse em caminhos acidentados). vale ressaltar a presença-ainda?- das aletas de ventilação/respiração do motor um item raro de se encontrar muito embora não tão difícil de reproduzir, caso você tenha o original cedido por alguma alma ingênua e generosa por isso mesmo.

Friday, December 13, 2013

seria este jeg um desertor?



diz o anúncio: "Jep(sic!) raro - protótipo feito para guerra do Iraque. Sem nenhuma pendencia junto ao Detran ou outros. Jep com pouco uso, funcionando perfeitamente. Único no DF. Motivo da venda: impossibilidade de dirigir."
(será?)

quem iria para uma guerra com coturnos destes? nem se fosse o sargento pincel


e o jeg quem diria acabou no irajá, quer dizer "iraque". este é o resultado da falácia que quer exacerbar a diferenciação - de quem já tem um veículo diferenciado(aquele que originalmente é diferenciado de fábrica) e apela a fala falsa. 
e como se não bastasse,a meia sola dos pneus - nenhum deles apropriado para areia do deserto - ainda me vem com uma história destas. 

protótipo pro iraque, com estes reboque e cano de escape de pumeiro? tenha dó. isso é de dar um coice no brio dos cavaleiros muares que prezam seus jegs.

pra subir calçada até que não está mal


veja só caro leitor que belo jeg, até eu diria, se não houvesse o mal sabido desta história do iraque. dava até um desconto pros pneus e fixava na capota,que tem a sua graça, mas não para escapar daquela areia no olho que são aqueles faróis e arco de proteção(não chamo isso nunca de mata-cachorro) que embestiam o jeg - uma das coisas mais bonitas que tem são os seus quebra-matos em qualquer das versões(quadrada ou trapezoidal) é só abrir o olho no post a seguir.

ao fim e ao cabo entrou areia nesta história, como se não bastasse a salada



um militar -durante muito tempo foi assim - não se poe à rua, ou a batalha, em desalinho. estes pneus que não batem bota com perdigota e esta frente onde o cabo de aço mais enrola que desenrola mostram que este jeg não tem, nem na ficção, estilo e atitude da história que se quer aumentada só para ele valer mais. e o pior é que não precisava pois o preço está na faixa do aceitável, caso não traga surpresas de guerra de guerrilhas, coisa que não faltava no iraque. 

por isto mesmo, não ter contado(eu diria inventado- se motivado por má informação o problema é tão grave quanto por distorção de caráter -) valeria muito mais. a sua história e o caráter do jeg, por si só o torna um jipe de valor. um jeg, pertence a dinastia dos little bastards cars, e que tem um dna por isso mesmo muito valorizado e que muita gente ainda não se apercebeu disto, o que não é novidade basta ver a história dos desprezados(e mais dia menos dia desprezados se tornam cults e ai não sei o que é pior). 
talvez por isso, o proprietário tenha prototipotizado um jeg do iraque( o bardo diria "irado") como representação de imagem hard top. mas ai fodeu: perdeu valor porque perdeu o brio e a noção de como ser e manter-se um jeg. cada vez mais isso é pra poucos de valor. 

Wednesday, December 11, 2013

nem sempre o fino satisfaz*

jantes de ranger(ou rodas, como queiram) que dizem os entendidos(ou experts, como queiram ) é quase plug and play, ou seja: uma pequena adaptação e você já pode usar pneus 15 com tala maior, afinal tem gente que não se satisfaz com os mais finos. mas não se esqueça que isso também traz mais consumo, mais barulho ou ronco dos pneus - a depender do tipo de sulcos - mais esforço para caixa e amortecedor de direção e por ai vai. sem falar que a depender de onde você esteja pequenas adaptações se tornam grandes problemas: jantes e pneus são itens de segurança que você deve levar em conta mesmo sabendo que seu jeg dificilmente passará dos 90(de velocidade).

no mais, eis um exemplar lá pras bandas de são paulo, que traz versão do para-choque mais larga - reza a lenda que alguns saíram de fábrica assim(será que bateu o complexo da finura também no para-choque?) e espelhos retrovisores alterados. pessoalmente acho dispensável o arco de proteção(recuso-me a chamar de mata cachorro), ainda mais por cobrir, neste caso o logotipo jeg. mas como hoje o post tá falando sobre o grosso eu vou falar fino e deixar pra lá. notem que o estribo recebeu cobertura. pelo ângulo da foto não dá para dizer que a base é original. no caso, alguns proprietários alegam que isso se faz para evitar que o pé fique preso porque as consequências - e a dor - é tanta que muito macho grosso falará fino. deve ser mesmo por isso. 

* as referências ao fino que satisfaz, remetem( para quem ainda mora na casa da mamãe ou dá vovó) ao slogan da campanha de lançamento dos cigarros chanceler 100, em 1975( o único fino que satisfaz) devidamente escudado na figura de pedrinho aguinaga(eleito o homem mais bonito do brasil no programa do flavio cavalcanti) que cutucava(com vara fina?) o machismo brasileiro, alçando o cigarro ao ranking das boas vendagens e de um zum-zum-zum que hoje seria chamado de hit nas redes sociais. se para outros funcionou, não sabemos. mas que o pedrinho passou o rodo fino ou grosso em muita gente lá isso passou - quem estiver interessado pergunte ao tio-google. mas começa com a rose di primo e tem a demi moore ainda criança(será que ainda tem deste cigarro pra vender:)? 

Monday, December 09, 2013

tudo culpa do "clima" (aquele criado pelo próprio homem com seu desprezo pela vida)

como já foi noticiado o técnico da inglaterra andou mal dizendo o já maldito clima do amazonas que farofa a ferrugem antes do ferro pensar em molho - ingleses reclamavam assim da índia? well, se ele tem razão ou não quanto ao futebol não sabemos ainda. e desde já lhes digo que estou pouco me lixando. agora que a este jeg abandonado no amazonas não pode ser debitado o desfavorecimento do clima ah! isso não pode. este abandono só pode ter sido descaso mesmo. 

fico pensando em gente que deixa um "bicho" se puir assim. faz o mesmo com bicho e gente de cara e dente? e de quebra ainda um willys de pé junto. 

Wednesday, December 04, 2013

de quem são estes olhos, quer dizer, aros negros ou quase perdeu o brinco

além do chassi - encurtado em 40 cm - tomado emprestado da kombi, motor, caixa de marcha, suspensão, etc, boa parte dos componentes do jeg tem dna da kombi/vw, excetuando-se por exemplo, volante e filtro de ar que vinham dos tratores valmet(coisa rara de ser ver na maioria dos jegs).
mas cacete! de que carro eram os aros dos faróis do jeg? como estes feitos de antimônio? se pensou nos jipes willys, errou feio. kombis olho de sapo? idem. 


fica então o quiz. quem acertar leva o troféu de sabichão do ano e, por certo, o agradecimento de uma porção de gente que se não perdeu ainda vai perder o aro(sem outras leituras) se não tomou a providência simples de aparafusá-lo, confiando só no sistema de rosca e lingueta que encaixa o aro.

na foto, nosso jeg baiano de lauro de freitas que quase "perdeu o brinco", quer dizer o estribo em alguma juntada que andou levando. estes estribos tubulares, reza a lenda, eram exclusivos e um dos distintivos da versão militar( o estribo da versão não militar você vê no post anterior, por exemplo)

Tuesday, December 03, 2013

nórdicos também fazem merda



pelo que vemos, na dinamarca(veja o detalhe do d na placa) também gostam de adulterar os nossos jegs. ficou bonitinho? então tá bom. mas aquela águia acima das falsas aletas de ventilação, no lugar do logotipo do jeg, é desaforo que não levo pra casa não: alguém sabe ai como se diz foda-se em dinamarquês?

nórdicos também fazem merda 2


jeg descolado? tá bom. mas só se for a porta e os logotipos. e cá pra nós, estes bancos em camuflagem até que nem tanto, mas aquela anteninha com bolinha vermelha quicou toda a minha boa ideia sobre a ikea (e antes que você diga que a ikea - de quem tok-stok copia e copia - é sueca e não dinamarquesa, eu lhe digo que dá na mesma para a dinamarca).

Sunday, November 24, 2013

se eu já fui o primeiro, hoje estou mais pra fim de fila

vendedor anuncia que o jeg da foto é o jeep vw, veículo fabricado no abc, projeto vw, por hélio da cunha, o que é uma meia verdade. e meia verdade, portanto, é sempre uma meia mentira.





são bernardo do campo não foi lá muito protetor

a particularidade, segundo o mesmo vendedor,é que este carro(jipe jeg, pois não?) é o primeiro que foi fabricado. o chassi seria o de n* 000000000001 - o que é zero demais para um veículo que não passou das 600 unidades produzidas em linha e nem mesmo o mais otimista dos envolvidos no projeto sonhou com tal quantidade de zeros - aliás nem caberiam no espaço da plaqueta original que estranhamente não é mostrada e sim a placa preta mostrada que, se é dele, torna ainda mais triste esta história.

a roda da fortuna não foi a giro

assegura o vendedor que tem o certificado que o dono anterior era hélio da cunha o que parece não ter lhe valido. causa imenso pesar a uma numeração de uma unidade que," se vero", é histórica e merecia melhor conservação e destino. mais isto seria pedir muito num país em que se destrói o passado que já foi belo(seja na arquitetura, no design, na política) para erigir estas coisas que vemos por ai com a preocupação de serem modernas mas que não passam de peidos de subdesenvolvidos sem caráter e escrúpulos.

bancos desalmados


a característica principal do voudejeg é enaltecer a originalidade dos poucos jegs que se vê rodando por aí. neste post, em se tratando do que se trata, nem vale a pena falar tamanho desossado da amostra. mas fica a mensagem: se você for o primeiro e não tiver condições de manter a condição até o fim, passe para quem não se importa em ser o primeiro mas valoriza até o fim a condição de último a pegar. (se vale para pessoas isso só você poderá dizer).

Saturday, October 19, 2013

é do caribe?



em badalado site de anúncios lê-se venda ou troca de raríssimo jipe vw caribe 1977, que posteriormente foi fabricado pela dacunha com o nome de jeg(sic!)
 não quero ser leviano. mas, até prova em contrário, muito provavelmente eis um grande equívoco ou um desvio de certidão pelo subterfúgio da exacerbação da avis rara - para justificar o preço pedido? - que pode se considerar elevado tendo em conta o estado do carro- de vinte mil reais.

neste blog já vimos os que as pessoas fazem - de forma trôpega até - para valorizar os jegs: ou os desfiguram com adaptações pra lá de discutíveis ou apelam para a geografia das possibilidades remotíssimas.

neste caso, via e-mail, de forma bastante atenciosa, o vendedor afirma que grafado está nos documentos  VW/CARIBE JEEP 1977, e que só conheceu dois carros com esta denominação. porém, na referida plaqueta não está explicitado o codinome caribe, que é a grande questão. vamos seguir apostando que a documentação - tal como acontece no registro de pessoas - traz denominação trocada. pois não se tem notícia da fabricação pela dacunha de tal caribe. porém, como os percalços na vida do jeg - e das informações desencontradas - não são poucos vamos seguir caminho para ver até onde vai esta história que de qualquer maneira é grande: grande equívoco ou um grande achado, como se já não o fosse o próprio jipe jeg dacunha qualquer que seja seu estado tal a produção em migalhas do mesmo.

muar à paisana(jeg) ou um militar("caribe") quedado mutilado ?

por si só o step sobre o capô, sem o baixo-relevo de encaixe(que nunca existiu nos jegs) e era uma característica  do projeto vw militar, já mostra que a "raridade" foi violentada para além do epíteto

das orelhas aos cascos é um jeg a recuperar. aí, talvez , quem sabe fique "do caribe".

adulteração das lanternas traseiras fora do padrão para a traseira não reta configura um retrocesso no tempo? afinal os primeiros utilizavam lanternas redondas. só com a versão da traseira reta vieram, salvo engano, as lanternas de kombi fixadas na horizontal

eis a fibra do verdadeiro caribe(originalmente criado para ser extensão de linha) mas sem a lata de dizer-se jeg renomeado


"este pegou ar do caribe" ou melhor, não pegou


no caribe, the thing foi desbancado pelo gurgel caribe. e a tal  ponto que a vw pegou ar e passou a dificultar entrega de motores para a gurgel


reza a lenda que a dacunha deu continuidade a este projeto com o nome de jeg e suas modificações. caribe foi um batismo da passagem?


no 10º salão do automóvel, em 1976. dos dois exemplares construídos. um foi destruído. o outro está para ser restaurado pela vw, conforme a lenda. mas ninguém que se saiba o batizou de caribe, mesmo sendo um jipe do caribe, ou melhor: do caralho


Friday, August 23, 2013

equilibrando o desequilibrio


proposta de step diferenciado para o jeg. provavelmente pela tala do pneu a deslocação para a esquerda deu-se para aliviar o campo de visão e também porque, na maioria, dos casos, o "zequinha",  o dito cujo acompanhante, mulher, filho, etc, pesa menos, com exceção dos "malas"(estes pesam toneladas) que o condutor, e assim se tem em tese o equilíbrio.
é a tal coisa, equilíbrio é algo difícil de se conseguir na vida e nas alterações do original. chama também a atenção, apesar do destaque do step, o bagageiro de teto, no melhor estilo "toyotas alongadas" de pernambuco(joão alfredo, brejo da madre de deus, surubim). tê-lo centrado também não significa que o equilibrio foi alcançado. deste mal eu também passei a padecer, pois revela-se de utilidade cúbica, principalmente em viagens longas e que necessitem ser apetrechadas. mas não deixo de me fustigar toda vez que não me deparo mais com a visão original. entre a forma e a função mastigo a dor da função sacrificando a forma, o que é inevitável - com raríssimas exceções - sempre que não são pensadas em conjunto de nascença. a falta de equilíbrio nascituro resulta no que vemos: um universo onde tudo conspira para o desequilíbrio; até mesmo do equilíbrio do caos.

Thursday, August 22, 2013

pra tirar o peso da consciência

a adaptação de uma vareta de apoio permite a sustentação do capô e seu "contrapeso" enquanto você manuseia os conteúdos sem necessidade da hipertrofia, no mínimo, dos bíceps. detalhe do bocal de gasolina que permite o abastecimento sem abertura do capô - para não sacrificar a vareta, a paciência ou os biceps? - o que não se pode dizer que não seja prático, ainda que prefira a segurança do bocal interno. este merecia uma melhor colocação para evitar o efeito "umbigo descentralizado". atentem também para o estribo "tampado", para evitar o trauma de tornozelos partidos, possibilidade residente no vão dos estribos tubulares característicos do jeg. de opala, os bancos não são de origem(os de origem ou são do fusca ou os usados nas mercedinhas 608. idem as calotinhas que não ferem o visual. afinal, quem vai observar calotinhas tamanho apelo focal do step sobre o capô?

in tempo: o veículo já não usa mais o step neste local após a adoção do bagageiro integral. a imagem precede a modificação que dar-se-ia pouco tempo depois. os bancos opalinos deram lugar a bancos de fiat. o jeg assim, pode ficar mais confortável - para alguns - mais motiva relinchos.

"che reiventado"

em vez de galão uma "galonêta". segundo o proprietário para ficar mais proporcional. o detalhe é que tanto o logotipo jeg, que é central, como o che, que é de esquerda, foram para a direita.o escape é de brasília, sem a grade de ocultação que tornaria a traseira, digamos, reacionária.

faça o que eu digo. não faça o que eu fiz?

depois deste encontro, não demorou muito e lá já estava eu também de bagageiro que revelou-se de grande utilidade. mas o jeg original, sem "aparelho nos dentes" terá sim - e sempre - um sorriso que se espelha no sorriso de quem o descobre único - e original - pela primeira vez ou de volta por alguma trilha das lembranças que não foram mexidas.

Friday, July 19, 2013

Monday, May 06, 2013

o prometido é devido. mas se não fosse o jeg eu não chegaria até aqui

em agosto de 2011, recebi um email de brian o´kelly relatando ter dirigido este jeg 4x4, a época com 385 km. o jeg pertence ao frank atkinson, que vive em atascadero, califórnia,usa, cuja foto, discreta, publiquei na sequência. no email ele me indicou o link para o album do photobucket onde estavam reunidas mais de uma centena de fotos, e um vídeo que postamos aqui às vesperas do carnaval de 2012.

material extenso, raro, não só pelo fato de ser um protótipo do jeg 4x4, o raro dos raros, como pela fartura na documentação fotográfica, que sem dúvida ajudará muita gente que necessite restaurar seu jeg, seguindo padrões de originalidade - uma das bandeiras do voudejeg que parecem incomodar muita gente, talvez pelo estilo adotado*. sorry.

pois bem, levei um tempão para ordenar o material e anunciei sua postagem para o carnaval(de 2012) quando teria tempo de dar os retoque finais. pedegrulhos do destino, meu computador foi avariado por um destes programas que visam impedir que o computador fique avariado. e eu, fiquei ainda mais avariado, porque estupidamente não fiz backup - é como viajar de jeg sem levar algumas peças sobresalentes - e também, porque perdi não só o material do vou de jeg(haviam fotos de outros jegs,etc) como de resto por tudo que perdi.

promessa em cima da promessa, anunciei que reorganizaria o material novamente e o postaria. demorou - muito - mas está aqui. faça bom proveito quem é de bom proveito. quem não o for que fique com o seu carnaval. que o nosso - muito antes de 2012 - é este aqui.

bon voyage.

p.s. seria um estilo assim tão abusado que fez com que os donos de jeg participassem tão pouco do voudejeg?(de acessos vai muito bem, até aumenta quando posto pouco;) não me tirou o sono - já estou acostumado a ser outsider e não agradar as massas(ainda bem) - mas uma das coisas que me intrigava é que sendo tão poucos e tão raros, e tão pouca informação disponibilizada,os donos de jeg não participavam do espaço - aberto a todos que assim o quisessem, se não em publicações de fotos dos seus jegs, talvez por receio das "descascadas", no compartilhamento de dúvidas, problemas, soluções, que tenho certeza são muitas, a começar pelas dúvidas minhas que são às dezenas. conto nos dedos quem me contactou(alguns com boas dicas,aqui repassadas, outros que prometeram e não deram continuidade). mas enfim, menos pelo fato de de ter sido um americano - que podia estar abraçado a seu wangler - mas sim por ser um entusiasta de outras terras que tomou a iniciativa de mandar este material. o voudejeg fica feliz por fazer a sua parte e pelo aparte do brian. e viva a todos os "little jeg bastards".

grades que não aprisionam; apenas protegem( mas só quem está do lado de dentro)

os jegs tem dois tipos de grades protetoras de farol. a que vemos acima e a em formato trapezoidal, cuja fixação é diretamente no para-choque. ambas fazem valer a sua função estética marcante mas creio que a fixada no para-choque tem mais apego à função protetora(por favor não vá colocar uma de cada lado. não duvide porque tem gente capaz disto e muito mais).

ao contrário do vagalume piscam forte na dianteira



a lanterna da luz de pisca é de caminhões, salvo engano dos chevrolets antigos.vou verificar. sempre comprei em lojas de caminhão e nunca me toquei: normalmente elas ficam em meio a dezenas em mostruários de parede. fácil de achar até em beira de estrada e barato. vai encontrar em branco, vermelho e, mais adequado, amarelo âmbar. pisque pois.

quase tomando assento já que não dá para tomar tento

não fosse esta pontinha e eu diria que a capota está mais bem assentada do que a da kombi lá ao fundo.

não não é cama elástica


esticadinha assim nunca ví. capota é um dos pesadelos dos jipeiros em geral e mais aterradores ainda para os donos de jeg. portanto quem a tiver assim - o que duvido muito - reze para não chover canivetes.

convidativo não?

agora se for embarcar, feche a tampa do motor e é claro a sua porta. que as postagens são muitas para não dizer longas.

p.s. apertar o cinto ou não fica por sua conta. mas vai que tem muito "catabiu" nos textos?

o buraco não é mais embaixo

dificilmente você terá esta visão ao vivo e em p&b. a aleta de respiração manufaturada originalmente em "baquelite". há quem refaça em fibra, em ferrro, ou parta para adaptações que é melhor nem falar. as vezes é melhor deixar o buraco aberto porque o buraco não é mais embaixo mas também não é para ser tampado a tapa.

Sunday, May 05, 2013

minha nossa!


é quase a visão do paraíso - mesmo sabendo que o paraíso é cheio de sacanagens;) - note-se proeminência dos cromados do escape do fusca um tanto ou quanto deslocados para um jeep - vamos bater nesta tecla - assim como as calotas de "herbie", mal menor, e que ficam melhor no "the thing", muito embora,reconheço, exerçam a função de proteção dos parafusos de rodas(mas uma calota central preta tem muito mais a ver com quem usa roda livre na frente).há que se destacar a inclinação da capota que também encontrei noutros jegs pós 78 cujas capotas são retas atrás. se a inclinação veio a posteriori como uma alteração para melhorar o escorrimento da água de chuva, por exemplo? não sei, mas pode ser, poder ser.

mais do mesmo


quase o mesmo ângulo, nesta, sutilmente, a tampa do motor está levantada.

a isto chama-se design. e bom design não envelhece

rudimentar que seja. mas funciona e tem um charme que as eletrônicas vão morrer sem conseguir sequer sequer o que é

só tem uma bolsa que cabe mais coisas do que as de um jipe: bolsa de mulher

muito antes de inventarem a denominação de porta-trecos, o jipe cuja denominação ou pelo menos uma de suas origens vem de veículo gp - general purpose - para uso universal - os "geeps" já tinham seu porta-trecos e os escambau. a bolsa em questão além de ter muita bossa também destina-se a  uso universal. o que já coube dentro dela deixaria muita mulher roendo-se de inveja. eugene the jeep não teria pensado coisa melhor. mas pensando bem ele não pensaria que a mão grande da modernidade praticamente deixou as bolsas vazias seja pelo afanar seja pelo medo de colocar o que seja nelas justamente por isso.

se correr o bicho pega. se ficar o bicho come

detalhe da roda livre e da jante original que equipava o jeg, exatamente como mostra o post que trás fotos da quatro-rodas sobre o teste entre o jipe jeg, o jipe willys e o jipe(sim, é um jipe em sua documentação) gurgel, postado há anos atrás. esta roda como diriam os bardos, é o bicho! e ainda pode ser encontrada, inclusive em "aros 15".

aqui o bicho pega mesmo ou california no dreams

atentem para o detalhe - não do mau acabamento da chapa sob o para-lama que é a prática típica da varrição para debaixo do parede(é por baixo ninguém vai ver então deixa a merda correr solta)mas sim do pneu recauchutado sobre uma carcaça,carcaça mesmo pois nem mais para isso serve, tamanho o estado de deterioração da borracha toda gomulada e trincada por ressecamento do "sol da califórnia" ?

pisca logo, que dizer pisca lateral e logos

no detalhe os ditos-cujos, lembrando que este pisca-lateral não é original mas vá lá que seja, integra-se ao jeg sem maiores problemas mas ficaria melhor se incrustado entre o logo 4x4 e o logo jeg com as devidas centralizações. fazer o quê? é da minha natureza;)

visagem do lado direito


o outro lado da moeda, nesta destacando a fixação das portas na carroceira por parafusos "desalienados".

olha só que estúpido

de outro ângulo a lateral esquerda do jipe jeg, onde destacamos o modelo sem estribo tubular que tem mais adeptos por aqui - eu por exemplo, não sei se lúcida ou bestamente, cortei o este falso estribo na base dos para-lamas dianteiro e esquerdo e coloquei o estribo tubular fielmente em fixação e características ao que saia de fábrica. se isso foi estúpido não sei. mas tenho certeza que jogar fora o que foi cortado foi de uma estupidez sem tamanho