Saturday, January 28, 2012

it´s coming ou quando o carnaval chegar

diretamente da california, com apenas 380 km, um quase perfeito jeg 4x4 (tem uma perereca no parafuso do gancho de fixação de cintas ou fivelas como bem se vê). atentem para o detalhe do logotipo da QT engenharia do walter catharino finato(este não é um jeg dacunha veículos. mas sim um dos raros pós dacunha montados pela qt). segurem o lombo que vão ser mais de cem fotos. o mais completo inventário publicado sobre um jeg no voude. pra ficar no clima pode ir providenciando o lulu santos ou o genival lacerda mas pelo amor de zeus em ritmo de axé não!

 

antes de postar o jeg californiano(que não pegou sotaque) vamos falar do jeg do técio gomes de sá, gente fina, e da sua malfadada - a nosso ver, sem ofensas, não se discute os recursos aplicados - reforma do seu jeg 1986?!, que inclusive é capa do exemplar da fusca&cia que está na bancas(n°78), cuja redação precisa de óculos, pois descreve os cascos do bicho como cidade&campo15, quando o mesmo calça passeio formal 14. neste caso também há uma boa documentação fotográfica que possibilita ver o in progress e algumas entradas na contra mão da tal reforma. reforma que no nosso entender pecou justamente por fazer de quase tudo para deixar o jeg com cara de puro sangue mas que acabou ficando meio pangaré, em nosso entender. por isso batemos casco, sempre! defendendo que por essas e outras é melhor ser um jeg autêntico, o mais possível. é certo que esta reforma, ao contrário de outras adaptações que passaram por aqui, não ficou carnavalizada.  mas a gente vai zurrar adoidado, como sempre, colocando nosso bloco na rua. 
por isso não me levem a mal: afinal, como já dizia a canção, é carnaval.

Wednesday, January 18, 2012

flash back





catálogos da época davam-no como argentino (se fosse, entroncadinho assim, não seria um messi, mas sim um maradona. fora de forma - mas não muito.


o jeg é - e sempre foi - brasileiro. lançado em 1978, fabricado pela dacunha, era equipado com motor, traseiro, vw da brasília, 1543 mil cm3 e dois carburadores como o gurgel utilizava o selectraction, espécie de blocante manual. com ele era possível 
travar cada uma das rodas independente da outra, o que é bastante útil em percursos no fora da estrada. manufaturado em chapa com carroceria monobloco ao contrário de seu principal concorrente, que era de fibra mas não de aço.a carroceria, toda em chapa
(bicromatizada ou galvanizada) de aço dobrada, podia - e pode - ser fabricada com uma guilhotina e uma dobradeira, tornado mamão com açúcar a funilaria( aço enferruja, não se engane porque o inoxidável rima com o imponderável). deixou de ser produzido nos anos 80, por motivos até hoje não muito bem esclarecidos e constantes sob a rúbrica "dificuldades". após o encerramento de sua produção pela dacunha, algumas unidades, entre elas algumas 4x4 foram produzidas pela Q.T., empresa do projetista do jeg*, cujas maiores informações você terá abaixo. na foto abaixo atente para o detalhe das duas alavancas que conferem o status 4x4 a esta unidade(quando o carnaval chegar vamos publicar o mais completo documento fotográfico de uma unidade 4x4, que hoje vive na california).

o jeg passa uma impressão, que se confirma, de robustez. é peso leve, mas é bom de briga( é o josé aldo dos jipes). pára-choques encimados, guincho manual e protetores de faróis, nesta versão montados no pára-choque, vertical  com filetes verticais, além disto o maior apelo de venda para sua comercialização era, também, o motor, volkswagem 1600, refrigerado a ar. estava garantida a manutenção simples de uma mecânica feijão com arroz  já reconhecida e afirmada, internacionalmente inclusive nas piores condições, o que era garantia de tranquilidade por muitos quilômetros, além de permitir a resposta pronta a todas as solicitações, com sua relação de peso potência mais do que suficiente. a tração dianteira do jeg é um projeto exclusivo da dacunha, ao contrário do chassi, que era de kombi, encurtado em 40 cms. ao lado da alavanca de câmbio encontrava-se a alavanca de engate das rodas dianteiras. a maioria absoluta das não mais de 600 unidades fabricadas do jeg dizem alguns( soma dos produzidos pela dacunha e q.t.) um pouco mais, dizem outros, vinha  com tração 4x2 traseira. a tração 4x4 ficou apenas na fase de protótipo, contudo alguns protótipos " pularam a cerca" e ganharam a estrada(nosso exemplar californiano deve ser um destes). a  transmissão, por embreagem monodisco a seco, de acionamento mecânico, câmbio de quatro marchas sincronizadas para a frente e uma para a ré, com alavanca de mudanças no assoalho. é também amplamente conhecida e reconhecida por sua simplicidade graças ao seu uso pelos veiculos vw desbravadores do mercado( o bom e velho fusca e sua tiazona atirada, a kombi, desde o tempo das redutoras, que no principio também equiparam alguns jegs). suspensão dianteira, independente, com duas barras de torção em feixes, barra estabilizadora e amortecedores hidráulicos telescópicos completam o pacote que qualquer mecânico bem intencionado da cidade, do interior, ou do cu de judas domina com o pé nas costas.
o jeg tornou-se conhecido e associado ao nome de walter catarino finato* militar, coronel, engenheiro do ime no rio de janeiro, que foi trabalhar na dacunha - empresa cegonheira(transportadora de veículos novos) em são bernardo do campo, bem atrás da volks - na época em que a empresa fabricava o jeg. posteriormente, finato montou uma empresa denominada "q.t-engenharia", em barueri, na marginal da castelo branco. lá projetaram uma caixa de transmissão que a zf (também em são caetano) autorizou a fabricação. no fundido da caixa as marcas qt/zf coligavam-se o que dava um certo orgulho para a tecnologia nacional da época. a transmissão era aplicada nos caminhões (ford / gm / chrysler ) 6x6 que acompanhavam o início dos investimentos em álcool no brasil. 



*o assim chamado projetista do jeg. há quem afirme que o projeto já estava pronto - a volkswagen apresentou um veículo similar, na aparência inclusive - postado neste blog - o vw militar, em 1976,  que seria vetado pelas forcas armadas como veiculo militar mas que acabou dando origem ao  jeg, que reutilizava boa parte da mecanica e da carroceria do vw militar. uma das diferenças fundamentais era a colocação do estepe(que vinha sobre o capô) e foi deslocado para o interior do carro, resultando em uma frente diferente e mais curta. 
o jeg foi produzido entre 1978 ate 1981, com a mecanica comum dos fora-de-estrada brasileiros da época(o nosso velho  e "nunca" ultrapassado vw 1600). ao contrario dos concorrentes, eles contavam com tracão 4x4 integral (os rivais, usavam roda-livre). há quem diga que a versao 4x2 não teve tanto sucesso, acontece que ela foi fabricada em maioria, e as unidades 4x4, assim como as de capota rígidas, são mosca branca.
após o fim da producão, o sistema de tracão foi aplicado a kombi pela q.t. porém nunca entrou em linha de produção para tal veículo. 


in tempo: o texto deste post foi copidescado de vários artigos e notas sobre o jeg. o legal seria dar crédito. contudo, em uma observação mais detalhada, notei que começou a haver cruzamento de textos acrescidos de toques pessoais, notas. curiosidades. etc, como neste adaptado ao estilo do voudejeg, assim temos um x-tudo onde misturam-se autorias com enxertos, copies, etc. optei então por registrar o fato mas não citar as fontes "originais". se alguém sentir-se prejudicado, é só badalar os badaloques do jeg. por enquanto fica valendo a máxima que é uma merda, sobre a produção intelectual no brasil. de um só é plágio: de mais de um, é pesquisa.


Sunday, January 08, 2012

deu no caderno de automóveis de o globo

"" Nos anos 70 e 80, a empresa Dacunha produziu aproximadamente 500 exemplares do jipe JEG. O blog http://voudejeg.blogspot.com é de um apaixonado pelo modelo que tinha mecanica da kombi. Xiita da originalidade, ele esculhamba de jeito bem humorado as aberrações cometidas nos Jegs que ainda rodam por ai..."



(homessa! esta nem eu sabia. infelizmente não posso precisar o dia da publicação porque a fonte - do grupo gurgel guerreiro - não a citou. xiita eu?
mas sendo assim, 2012 promete. vamos publicar mais coisas - e já que se falou do globo - no melhor mau feitio do apicius sobre o lombo dos adulteradores de jeg e no seu melhor - haja pretensão - daqueles que mantém o bicho como ele veio ao mundo.
na pauta, pra começar, algo sobre os gregos acerca da proporção e harmonia; diretamente da california um jeg 4x4 com cerca de 350 km com uma penca de fotos que são uma verdadeira enciclopédia sobre o original e - na época não tinha jeg, mas já tinha o motor - as aventuras de um português em áfrica, no quase meio do século passado, sem estas frescuras de guincho, suspensão aumentada, macaco lift, enfim, este arrodeio todo que os trilheiros de shopping gostam de usar como desculpa para a falta de munheca.
e "ademã que eu vou em frente, que cavalo não desce escada(mas jeg desce) e quem fica parado é poste".