Tuesday, September 19, 2017

mosca branca, reproduz ?



jeg mais jeg não há. por isso mesmo, valoroso exemplar

no segmento dos jipes, tradicionalmente eternizados com suas capotas de lona, ou descapotados, os TR - teto rígido - são um caso de amor à parte, um plus, um up, um diferencial na paisagem.


moedas raras, willys, candangos, e até mesmo o samurai - que criou uma categoria dentro da categoria, o high roof(teto rígido alto) um degrau acima dos hard top, sua denominação para os TR(teto rígido). todos eles provocam torcicolos quando surgem nesta versão, valorizadíssima, em seus casos.

o jeg não ficou atrás; quer dizer, em termos, já que, segundo fontes oficiais ou talvez oficiosas, apenas um protótipo foi produzido, e neste caso, o aqui a mostra. porém, há indícios de que a história não é bem assim(no tocante a exemplar único) como veremos a seguir.

ele não é o único - diz o observador

e pensar que este exemplar foi moeda de troca - pouco valorizada - 
numa transação imobiliária, antes de ser adquirido pelo atual proprietário

acontece que o felizardo proprietário deste jeg TR,  observou em suas pesquisas pelo campo de provas da web, que existiam duas placas diferentes, portanto dois exemplares(elementar meu caro opas?) distintos. será ?

e agora? ser um ou ser dois ? ou mais de dois? that´s is the question

bom de frente e bom de costas
informações controversas, sempre foi marcante característica da história não documentada do jeg. inúmeras são as contradições, como no caso agora. de um lado, afirmação do marcos finatto - atualmente à frente da QT engenharia (fabricante dos últimos jegs) e filho do coronel finatto, que está ligado aos jegs desde a dacunha (não sei se também a ABC diesel, de hélio dacunha, que startou a fabricação) - de que apenas um exemplar foi fabricado.

de outro, opasgarage ( http://opasgarage.blogspot.com.br ) pesquisador, connaiseur, que adquiriu o exemplar e observou a existência de duas placas, portanto, na teoria, e na prática? dois exemplares distintos.




haja persistência para desenrolar a o fio da meada

raro exemplar, também, de guincho na traseira

resta a nós, comuns mortais, babar e ficar a espera de que surjam informações mais firmes, acerca da existência ou não de mais exemplares. por enquanto, seguem fotos do que se encontra na web.



                                        os velhos e bons cidade e campo 14
                                 (pena que não existam mais os 15)


tanque de gasolina em sua localização original




                                                               o protótipo, o tal exemplar único? em testes  



                                                                                                              o tal outro a mais ?

Saturday, August 26, 2017

corro de burro fugido; e não cor de burro quando foge

foto gentilmente enviada por opas garage

dos jegs colocados oficialmente à venda, sabe-se por fonte de revistas automotivas, que as cores oferecidas eram o branco, bege, vermelho, e azul, que não este da foto ora apresentada. 

como se explicaria o "azul-turquesa" deste exemplar? e o laranja? também aqui já publicado? bem como um portador de marrom aveludado?( já publicado no êmbolo de matéria sobre o jeg em teste, por aqui também)

mistério! cuja solução não coube até agora no desfecho com ares do "elementar meu caro watson" - até porque, esta frase não se encontra no sherlock holmes da literatura(foi inventada no cinema) 

única chave, ou indício, é o mesmo motorista na condução, aparentemente sempre em condição de testes e ou em fotos para material promocional(lâmina), inclusive para exportação( in english, of course).

quando se trata do jeg, mistérios é que não faltam, sempre suspeitos, nas mais diversas versões que circulam, desde quantidade de fabrico, a quantidade de 4x4 fabricados - esta perto de ser desvendada - até a mais intrigante: quantos modelos de teto rígido teriam sido fabricados? fontes "oficiais" falam em modelo único. observadores de plantão(publicaremos em breve matéria e material sobre) já localizaram placas diferentes, em exemplares de mesma cor, o que sugere ainda mais mistério.

agora, quanto as cores, o que sabemos ao certo, é que: não existe cor de burro quando foge. ou melhor, existe, mas é expressão inexata. o correto é corro de burro quando foge(porque o jegue quando fugido fica brabo).

eu não vou correr do mistério. mas se fosse você corria do jegue aqui porque já estou ficando muito bravo com todo este mistério. 

Saturday, August 12, 2017

laranja ou vermelho queimado? cor oficial, oficiosa ou repintado?

foto gentilmente enviada por opas garage

4 eram as cores que constavam no catálogo de vendas do jeg: branco, bege, azul e vermelho. mas curiosamente, em fotos de testes\lâminas de venda, surge esta, e também em teste da quatro rodas, eis que surge um jeg com cor gravitando em torno do marrom, sem falar no saia e blusa que mais lembra o amarelo do que bege, também mostrado em ação em pista de testes. 

quantas cores teria o jeg então? que anda a nos confundir mais do que as zebras com suas listas, que dizem não se repetem(alguém contou?) 

"eso solo dios lo sabe". entonces, por estas e por outras, sigo ateu.



Monday, August 07, 2017

não é porque é jeg que deixa de ser um puro sangue *

 *a cavalo ou no seu jeg. jeg um autêntico fora-de-estrada
foto gentilmente enviada por opas garage



Wednesday, August 02, 2017

vemp ou veículo militar protótipo também conhecido nas pequenas rodas como vw pagão


se você acompanha o voudejeg já o viu por aqui. nomeadamente numa foto frontal, durante sua exposição no salão do automóvel de 1976. mas nunca, nesta foto inédita, neste blog, visto de costas, em pista de testes, puxando uma carretinha, como parte do briefing para verificação de suas possibilidades.

a foto estava nos meus alfarrábios, até que uma remessa do erik reidler, alertou-me para o fato de que nunca a havia publicado, mesmo já tendo recebido a foto, também inserida num artigo do alexander gromow para o auto-entusiastas, cujo link transcrevo abaixo, e que revela a ponta do mistério que foi este projeto, muito embora até hoje não se consiga desvendar a passagem do vemp para jeg de batismo da abc diesel e dacunha. isto posto, tomei a liberdade de transcrever uma parte da conversa, para que os interessados saibam que o imbróglio não é para "sessão da tarde". e quem saiba algum sherlock nos traga a solução.

"Na fábrica Ancheta da Volkswagen ficou preservado o VEMP na versão 4x4, como eu cito na matéria: http://www.autoentusiastas.com.br/2016/09/schatzkiste-bau-tesouro/ mas é guardado a sete chaves - praticamente impossível de chegar perto e quem poderia falar algo sobre isto já faleceu. Mas eu fiquei extremamente curioso em relação a este projeto. Conta a lenda que o outro exemplar, um 2x2 (aquele que aparece na foto da 4 Rodas), foi "presenteado à Da Cunha (que também tinha uma empresa de cegonheiras que servia à Volkswagen e que era muito próxima, talvez até demais, do Schultz-Wenk - primeiro presidente da marca no Brasil - se bem que já se estava na era Sauer). A lenda urbana fala que com a não aprovação de seu VEMP pelo Exército Brasileiro, a Volkswagen decidiu ajudar a Da Cunha no desenvolvimento de um jipe, que acabou sendo o Jeg..."


Sunday, July 02, 2017

metendo o cipó no jeg

jeg que, de soslaio, lembra o samurai, ainda que com logotipo da vw do tamanho 
do farol. 
e ainda tem o avantajado para-choques como atrativo da suruba. 
eu não gostaria de ser o primeiro da fila
maus tratos nos jeg(ues) não são novidade. você, principalmente se estiver no nordeste, vê isto todo dia(a ponto de muita gente anormal achar normal ou seriam mesmo os "normais" achando normal?). o nosso penúltimo post, também falava disto, lá do outro lado do mundo.

por aqui, já vimos também muitos jegs mal tratados. este agora vem de cipó, região contígua a feira de santana, bahia. 

pra começar a legenda já destaca uns pontos que muito embora possam acirrar sua sexualidade, tem efeito broxante a quem procura um jeg minimamente original. e como se não bastasse a queda, vem o coice das orelhas de abano, nos espelhos retrovisores - a quem refutar dizendo que o jegue tem orelhas de abano (o que é mal associado a burrice) é bom lembrar que as orelhas do jegue são proporcionais ao seu tamanho, e no caso do jeg, um item minimamente pensado.

santo antônio não é gaiola, também não é altar

não é que o espírito da originalidade tenha fugido da "gaiola" 
em que se transformou o santo antônio. ele foi expulso por ela mesmo



e tome cipó no lombo, com os bancos com encosto de cabeça(há que use os de opala, argh!) neste exemplar, que destoam absurdamente do banco traseiro, aparentemente original(nem sempre aquilo que é grande traz bons resultados - no sexo também). o restante também não respeita minimamente os critérios de proporção originais, seja nas aletas de respiração do motor, seja nos altares de santo antônios deslocados, completando com uma porta que está ali fechando mais o cerco a quem se disponha a pagar a bagatela de 15 mil reais por este nó de gambiarras.

pra temperar tem que ter mão. dendê demais acaba sempre em "caganeira" ¹

não me arrisco a dizer o que seja aquele reservatório à direita. 
luz de ré tô procurando até agora. e tampa do motor, vazada ?
tudo bem que estamos na bahia, terra das comidas "quentes", ou seja apimentadas. não bastassem as aletas de respiração avantajadas que, como disse, fariam corar o mais bem dotado dos jegues, eis aqui, na traseira, aletas extras de respiração que avacalham o conceito do velho air cooled que enfrentou desertos sem sufoco, enquanto os willys ferviam.

das duas, melhor nenhuma: ou o acarajé de cipó está carregado na pimenta, sem dó nem piedade ou entornou o caldo do dendê. então, esta traseira tem pinta de quem "vatapou" o jeg com outra matizes. e pra tal cagada, para- choque aumentado, é colher de pau da medida.

¹ "caganeira: desarranjo( e não só intestinal),diarreia violenta, como se diz no nordeste.

Thursday, June 15, 2017

nada como nascer de novo (será?)



voudejeg está dando um tempo. vamos reciclar diversos posts, atualizar/criar marcadores, para facilitar a pesquisa. enfim, a ideia é melhorar. a modéstia nos impede de acreditar no tal dito que instiga o "se melhorar estraga". mas,como dizem aquelas mensagens dos computadores, "isso pode demorar".

enquanto isto não custa lembra que existem jegs e jegues, como o animalzinho da foto, em situação de abandono e violência.( a dos jegues é bem pior do que a dos jegs). faça alguma coisa. ainda que distante,  mais afastando-se ainda mais para longe, bem longe, muito longe, dos maus tratos.

Thursday, April 13, 2017

afinal, quem veio primeiro? a galinha ou o ovo, quero dizer, o VW "pagão " ou o jeg ?


no tocante a galinha e o ovo, a ciência já respondeu a pergunta(se não sabe, pesquise antes de dizer bobagens). agora, quando se trata do vemp(veículo militar protótipo da vw) a coisa se complica. ora, se o jeg é um projeto oriundo do vemp, como se explica que os dois estejam lado a lado no salão de automóvel de 1976, ainda mais com o vw como protótipo, e o jeg, já com inicio de produção prevista para janeiro de 1977 ( o salão aconteceu em dezembro de 76)?

são questões como esta que fazem mais uma entre dezenas de histórias mal contadas sobre o jeg* . isso, para não falar da pixotada da legenda(antigamente se dizia barriga, pixotada também é antigo;) ao atribuir o " todo em fibra de vidro " ao jeg - coisa que acontece comigo até hoje(as pessoas custam a acreditar que o jeg é construído em chapa de aço, o que deve ser atribuído ao peso quase incomensurável do share of mind da gurgel). ao que parece o repórter, redator ou copywriter(isso existia antigamente) não fizeram o dever de casa e praticaram a chutometria, mal do jornalismo de sempre.

* material fotográfico cedido gentilmente pelo jason vogel, carro etc, de o globo. e por falar no jason, quem sabe tenhamos boas alvíssaras sobre o jeg, já que neste momento, tanto o jason, quanto o alexander gromov, estão debruçados sobre o tema, e quiçá isto possa esclarecer boa parte da dúvidas que circulam sobre o jeg em contra mão.


mais um pouco do "qualquer terreno, vemp, pagão da vw", que pelo menos em tese - por enquanto - é o nascedouro do jeg


Sunday, March 05, 2017

é a festa da carne. mas o carnaval sempre foi também a festa da água que jorra por todo lado, até na forma de mijo fora do caco


este kit ainda hoje é vendido, mas se você quiser usar um kit elétrico, também tem a venda, por um preço que não inchar a sua perna. as varizes, agradecem. 

"pra tudo se acabar na quarta-feira" *


tá, tá, hoje é domingo. mas é também, para a publicação do catálogo de peças, a quarta de cinzas, pois esta é a última página do catálogo. e assim como o carnaval que agora já não acaba definitivamente na quarta, nós não vamos acabar por aqui.

isto posto, esperamos que estes posts tenham contribuído de alguma maneira para quem quer efetuar uma melhor manutenção do seu jeg, ou mesmo uma reforma buscando parâmetros originais e até mesmo uma restauração. sim, porque reforma não é restauração. o.k? e restauração, em portugal, é a área de alimentação de um centro comercial que é como ainda chamam por lá os resistentes aos shoppings. 

p.s. é esguicho mesmo. tem gente que escreve esguincho mas isto é uma esguichada no para-brisa trincado da língua portuguesa ou para alguns mais afoitos já língua brasileira apesar de (e, talvez, cada vez mais por isso mesmo) um certo acordo ortográfico que começou por gerar mais brigas do que acordos que outrora uniam coxinhas e petistas que hoje esbofeteiam nas redes sociais(depois ainda dizem que jegues é que dão coices)

Sunday, February 19, 2017

tamborete e tamboril você acha no dicionário. agora tamburão? só no catálogo de peças do jeg*


* é de se notar que este modelo é referente aos jegs de anos 77/78, já que posteriormente a traseira passou a ser reta de cabo a rabo. quanto ao termo, é a tal coisa: não tem parentesco com camburão(ainda bem) nem com bujão, nem botijão(que originalmente era a designação a tampa do bujão, e hoje é tomado pelo todo) nem bombona.  muita gente chama galões plásticos de bombona, mas acontece que uma das caraterísticas das bombonas é ter uma armação metálica nas laterais ou ser totalmente de ferro. de onde foram tirar tamburão, é coisa que ainda estamos passivos de saber.

é muito tamburão pra pouco cesto*


* private jokes à parte, o tamburão de 20 litros, até parece desproporcional a estrutura compacta do jeg .obviamente, se você vai a lugares onde o abastecimento é precário, tem sua utilidade para além do visual. mas se você é um sujeito urbano ou semi-urbano, o tamburão de 10 litros se encaixa numa luva no contexto geral. e convenhamos, com 10 litros de reserva você roda aproximadamente seus 90 km. mais do que isto, quem mandou não estudar os mapas e postos da região ?

Saturday, January 07, 2017

digam o que disserem ele ainda assim é o cara *


se você compra um jegue, esperaria dele um comportamento de quarto-de-milha? puro-sangue inglês ou árabe? certamente que não. então como é que  a quatro rodas afirma que pelos 17,2 segundos para ir do zero aos oitenta ou por não chegar aos 100, "por esssas e outras o jeg acabou empacando e deixou de ser fabricado em 81 " ? um jegue, é um jegue, ora pílulas. não espere dele velocidades estonteantes ou arrancadas de perder o fôlego(é o mínimo que se espera se um ser que se credita falso inteligente. tal como o animal que deu o nome, o jeg é um veículo para o "devagar e sempre". mais do que isso, é como a fábula do coelho e da tartaruga já que estamos fazendo analogias "animais". o devagar do jeg não é o "devagar(ou seria divagar) quase parando". é um jipe para quem o "don´t worry" não é acessório mas sim sua qualidade principal, e universal. resistente, econômico(na condução e na manutenção),desbrava caminhos com tenacidade, ainda mais se tiver um condutor que tenha o seu espírito de teimosia e obstinação. vai bem em trilhas leves a médias - e não fez feio em trophy´s da vida. 
originalmente concebido para ser um veículo leve de reconhecimento, sua impulsão baseava-se no fato de ter a inspiração da kombi(até hoje insuperável no que se propunha, segurança à parte) com seu chassi encurtado em 40 cm, suspensões, cx. marchas, e a mecânica à toda prova do vw boxer(não foi ele que fritou na segunda guerra nas batalhas do deserto), que chega sempre, mesmo quando desmilinguido, e de extrema facilidade nos reparos. sem falar que era um jipe construído com duas máquinas: "cortadeira e dobradeira". e que não teve tempo de ser aprimorado por conta dos mesmos interesses escusos de sempre que aniquilaram os projetos nacionais(gurgel e uma série de marcas de carros especiais- puma, miúra, farus, engesa,edra, etc,etc,etc) sobre a égide das leis do mercado, leis estas que favorecem sempre os mesmos, e fodem sempre os mesmos, por quê será ?
dizem que hoje no sertão as motos substituíram os jegues que perambulam ainda mais à míngua pelo sertão, sendo alvo de todo tipo de atrocidades para eliminá-los da paisagem, já que se tornaram" inúteis". logo eles, sem os quais seria impossível o desbravamento do brasil, com sua inacreditável força de trabalho esquecida em prol do estigma de animal chulo e" burro"(asno , jumento, jegue,jerico, asno-doméstico) 
mas quem seriam os maiores burros? responda você mesmo se não for um deles( por falar em analogias e estigmas, lembraria que as antas não são "antas" mas o ser-humano, em sua maioria)

é ou não, o mesmo espírito que quase enforca o jegue, pela carga descomunal a sua compleição, o mesmo que lhe cobra arrancada e velocidade final ?

Tuesday, January 03, 2017

sem detalhes *


especificamente falando, não do estado do jeg, da falta de dados do anúncio.
p.s. o jeg é de vinhedo. mas aparentemente, e assim sendo, nem pode se dizer que é "muita parra para pouca uva".