land rover? tô nem aí, tô nem aí. voudejeg, o blog para quem gosta de carros além das quatro rodas.
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Friday, February 14, 2014
ei em alemão é ai. mas frankstein é uma criação inglesa - porém de uma certa maneira este voltou à casa
a matriz do design do jeg é alemã. isso é unanimidade.
neste da foto, as cicatrizes - que podem ser eliminadas, of course - resultantes da implantação das portas inteiriças de aço, trouxeram um visual que imediatamente nos remete ao frankstein - ainda mais agora com uma nova e desastrosa versão nos cinemas - . mas isso não quer dizer que pensamos ou vamos, como no caso do frank - acirrar o seu abandono, desprezo ou demonstrar horror ante a sua existência a que todos atribuem ser desditosa.
tenho para comigo - e a história anda ao meu lado - que em alguns casos, o feio finda-se belo. ou senão, componente de um visual cuja personalidade, se forte, não raro - não se admire - estampa-se inconfundível passando a ser imitado, quando não idolatrado.
por hora digo-lhes que este jeg não me desperta antipatia nem horror. e não teria problema algum - ao contrário de tantos - de tê-lo em minha garagem.
afinal, a mensagem subliminar, rasteira ou não, da obra, é que menos por ser estranho e mais por falta de amor e pela monstruosidade dos ditos humanos normais é que frankstein tornou-se um monstro ele próprio só bem mais tarde sabedor disto ou, melhor dizendo, incutido a isto. no fundo é que o fazem hoje muitos pais, professores, e governos, com seus filhos e povos.
comigo não violão.
foi testado lá*. não precisa provar mais nada; ao contrário daqui onde muita gente nem sabe o e quem é
por alguma coisa em torno dos 15 mil reais no e-bay(já vendido) preço que não assusta a legião de fãs que o jeg tem na alemanha.* o jeg foi enviado a alemanha para ser submetido a testes pelo exército alemão e reza a lenda foi aprovado( e dai, se não fosse?)assim como teve algumas unidades exportadas para lá, segundo algumas informações de revistas especializadas mas que me levantam dúvidas.
p.s. este cromado do espelho é pra combinar com a maçaneta da porta? pretinho básico ia melhor. mas não agride. uma private joke?
p.s. este cromado do espelho é pra combinar com a maçaneta da porta? pretinho básico ia melhor. mas não agride. uma private joke?
a questão não é ser desalinhado. é o alinhamento do desalinhamento que importa
a falta do logotipo dianteiro - presente nas laterais, e sumido na traseira, aliás onde mais some - as traseiras tem uma sina de perder muita coisa, cuidado com a sua - são, digamos compensadas por um visual que vai desde a pseudo grandiloquência do protetor não se sabe de quê mesmo- da chapa - e do espelho retrovisor direito. mas que nem por isso perde a delicadeza de manter os limpadores de para-brisas afinados como beethovem mesmo que o jeg esteja surdo a outros princípios de originalidade. em suma: tô ficando de miolo mole ou simpatizei por demais da conta com este jeg?
não, não foi pelo sotaque. mas contribuiu para isso o paralelismo irretocável dos "u" e o esmero da barra preta, para além do fechamento da capota - com botões - o que é ainda mais incrível. e também não deixaria de falar do alinhamento do capô.
então a questão é a seguinte: se não dá para manter a originalidade do seu jeg, não perca a linha. um dirty jeg, como o da foto, mantém o rigor duma estética. pra dar um exemplo: imagine ele com rodinhas de boutique. ai fodeu. não é nem trash, nem kitsch. é o que muita gente faz,deixa o jeg fodido em si mesmo. sem falar na salada de componentes onde a bota não bate com a perdigota. ai, não tem jeito, desço a mão sem pena, tal e qual o sujeito desceu a sua - e o nível - no seu jeg - ao tratá-lo assim. depois não reclamem. next!
mais do que um novo prometeu no fundo frank, pela matéria da qual foi feito, é um super herói
no detalhe da chapa embaixo do para-lama dianteiro esquerdo, o acerto sem contas do uso da chapa bicromatizada. é preciso ser um cupim-de-aço, e desleixado ao milionésimo, para vê-la tomada pelo ferrugem. com manutenção primária a chapa caminha, tal como o frank, para imortalidade. mas não é por isso que você pode esquecer que o ferrugem está sempre à postos e ataca até os mais fortes sem dó nem piedade. de frankstein já basta este, até porque na batedura da porta perdeu a linha. mas carago! se nós que nos dizemos perfeitos não o somos, então vamos dar o desalinho pelo contexto e fim do textual.
na face direita do "monstro" a sua marca pessoal
detalhe da cirurgia tosca que fez o reforço de sustentação da porta que deixou de ser de lona para além do fato de se tornar inteiriça.o redondinho do pisca lateral é que não bate bem com o ar "miserável" da estrutura com mais um pequeno detalhe de dobradura da ponta do para-choque, que reconheço familiar também ao meu jeg (hoje, mais para mad-max do que para frank;)
o lado do motorista é sempre o mais bem cuidado?
teoricamente sim, já que sempre é mais visto pelo motorista que genericamente é o dono do jipe. mas isso é só enche linguiça, porque esta roda está mais enferrujada, muito embora o resto esteja melhor. detalhe: a aleta de ventilação do motor está em estado de "zero".
ferrugem e descascado fazem o charme. agora os botões da capota não
mas o grampo trava da roda está intacto. e isto mostra que talvez este ar meio largado seja só charme para manter a fama de mal. pois na questão da segurança ele não perde o brilho
revelações fotogênicas do lado direito
por este lado vemos que ao contrário do frankstein que diziam não ter alma, este tem. agora se mais alemã que brasileira é questão que aqui não cabe tergiversar. mas concluo que até a cicatriz faria falta no visual. detalhe para o espelho do motorista que não segue a solução do lado esquerdo e da ponteira de escape que nos parece destinada a enganchar onde não deve ou sujeita a rinites ao passar por regiões alagadas. no mais, até a capota mole fica com cara de durona boa de briga.
mesmo visto de lado não dá pra deixar de lado
como fica bem este jeg na paisagem presumivelmente alemã. é o caso de dizer que foram feitos um para o outro. detalhe da barra de sustentação da engenhoca do suporte do step traseiro que neste caso, mesmo ferindo a originalidade, encaixa-se perfeitamente na proposta agreste do carro, ainda mais com aquele espelho que mais parece um "mata-dragão".
há mais buracos no painel do que você vê
visto pelo lado do zequinha o interior dianteiro do jeg com o para-brisas semi-basculado e uma luz espia na vertical colocada no painel,salvo engano. a curiosidade é que aparentemente estão lá o mostrador e o marcador de gasolina originais. mas logo abaixo veremos que não é bem assim não.
olho no redondo
no assoalho um detalhe pra lá de importante
na hora de "calçar" o capô a "engenharia alemã" é igual a nossa
as calotas mais se parecem com capacetes militares alemães da primeira guerra. os piscas são" made in germany" e o protetor(de quê mesmo) acaba, neste caso específico, compondo a personalidade deste jeg
cuidado com os gases, literalmente falando
sem lugar para ancas largas nem gordas, nosso velho conhecido banco traseiro para três lugares. neste caso a vida dos mosqueteiros fica ainda mais infernizada com o cano da estrutura da capota(retrátil?) roçando o braço de quem ficar nas pontas. deve ser pior que assédio sexual. sob o banco, aquilo que parece ser mais um exaustor mas não é, portanto não se fie a produzir metano. muito provavelmente trata-se de entrada de ar quente, já que apesar da capota de lona, por conta das portas serem inteiriças em aço, funcionar como um tr(teto rígido) tanto não oferece abrigo térmico minimamente razoável como pede o tal aquecimento para não aumentar ainda mais o tilintar desta engenharia das portas.
o coração do monstro resiste- e impressiona- a um certo abandono que os mais atentos perceberão
"nosso" frankenstein sem capota
Thursday, February 06, 2014
kombi 4x4: know-how era do jeg
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| Kombi 4x4 chegou a passar pelas pranchetas da VW |
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| alavanca extra para acionamento do 4x4 |
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| roda livre |
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| como diz a canção popular comer tatu é bom pena que dá dor nas costas |
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| "tração 4x4 capaz de subir até paredes" |
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| reforço para aguentar o tranco |
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| inspiração do jeg também nos protetores |
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| step a frente não iria mal, o que muita gente já faz, principalmente lá fora |
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| da duas, uma, a única da leva rodando |
A história desta Kombi começa em 1979, quando a empresa paulista Dacunha Veículos, associada à QT Engenharia, desenvolveu um sistema inédito de tração 4x4 para a Kombi. A vantagem é que a empresa Dacunha era especializada em veículos off-road. Chegou a desenvolver veículos para o exército e o Jeg. O projeto não vingou e sobraram apenas duas unidades da utilitária 4x4. Uma foi totalmente desmontada e a outra ficou com um funcionário da Volkswagen, na época.
A idéia do funcionário, Ernst Martin Scherwits, administrador de empresas e ex-funcionário da Volkswagen (também proprietário de uma kombi export, equipada com motor diesel para exportação)
http://revista.webmotors.com.br/revista/antigos/kombi-export-uma-van-com-acabamento-de-luxo/1334081131664?rendermode=previewnoinsite
era viabilizar o projeto como kits, já que a multinacional o havia deixado de lado. O administrador de empresas conta que esperou a patente da Dacunha caducar e virar domínio público para tocar o projeto para frente com a ajuda de um empresário. Mais uma decepção: o kit também esbarrou nos custos operacionais e no fornecimento de peças.
Hoje, Scherwits se vangloria de ter a única Kombi 4x4 do Brasil (além daquela Export que mostramos ontem) e sonha em ver a tração nas quatro rodas abraçada por ele engrenada nas utilitárias pelo país. Mesmo demonstrando todo o carinho por estas raras vans, o saudosista afirma que ambas estão à venda. A única coisa que ele não revelou foi o preço, só adiantou que é impossível praticar o preço de tabela nas jóias raras.
Como funciona a Kombi 4x4 Ao câmbio original é acoplada uma nova caixa de transferência, diferente da dos veículos 4x4 tradicionais, sem marcha reduzida. Desta nova caixa de transferência saem dois eixos-cardã que se conectam com um diferencial dianteiro. Vale lembrar que a Kombi possui câmbio e motor originais na parte traseira. A sustentação dos eixos é feita por travessas adaptadas ao próprio chassi do automóvel. O diferencial dianteiro joga força nas rodas dianteiras por meio de semi-eixos, conhecidos no mundo dos pesados como cruzetas. Para acionar a tração 4x4, a Kombi tem no assoalho uma segunda alavanca que tem a incumbência de acionar o sistema. Para agüentar o tranco e o peso extra, a suspensão dianteira recebeu reforço.
(publicado originalmente na web motors. texto* do rodrigo samy, fotos do mario vilescusa)
in tempo: as legendas não aspeadas são do voudejeg.
*o texto sofreu um leve copy/diagramação para não criar ruídos com as citações, porém sem alterar-lhe o sentido.
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Saturday, October 19, 2013
é do caribe?
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| em badalado site de anúncios lê-se venda ou troca de raríssimo jipe vw caribe 1977, que posteriormente foi fabricado pela dacunha com o nome de jeg(sic!) |
neste blog já vimos os que as pessoas fazem - de forma trôpega até - para valorizar os jegs: ou os desfiguram com adaptações pra lá de discutíveis ou apelam para a geografia das possibilidades remotíssimas.
neste caso, via e-mail, de forma bastante atenciosa, o vendedor afirma que grafado está nos documentos VW/CARIBE JEEP 1977, e que só conheceu dois carros com esta denominação. porém, na referida plaqueta não está explicitado o codinome caribe, que é a grande questão. vamos seguir apostando que a documentação - tal como acontece no registro de pessoas - traz denominação trocada. pois não se tem notícia da fabricação pela dacunha de tal caribe. porém, como os percalços na vida do jeg - e das informações desencontradas - não são poucos vamos seguir caminho para ver até onde vai esta história que de qualquer maneira é grande: grande equívoco ou um grande achado, como se já não o fosse o próprio jipe jeg dacunha qualquer que seja seu estado tal a produção em migalhas do mesmo.
Sunday, July 08, 2012
frankstein room´s
nunca é demais lembrar que estamos tratando de um 4x4 - são raros e há diversas lendas sobre a quantidade - como se pode ver pela imagem de duas alavancas. o painel, que traz a parte central(velocimetro, odômetros da kombi) fere a nascente do verdadeiro espírito puro e duro de um jeep: dois instrumentos e fim de papo. mas isto não é privilégio deste jeg. o próprio catharino, que foi continuador da produção da dacunha, fabricante original do jeg, em sua qt, também utilizou o recurso dos mostradores da kombi no seu exemplar diesel filho único. o inclinômetro adicionado ao tipo de ignição, e as diversas chaves "salada" no painel completam o verdadeiro quarto de frankstein que se tornou o interior deste jeg. para o preço de 60 mil ou menos, como se cobra agora, ainda é muito pouco por metro quadrado. não o preço mas sim o cuidado estético com a montagem dos apetrechos do dito cujo.
Wednesday, October 11, 2006
da janela lateral do quarto de dormir
muita gente olha seu jeg parado, e sonha, e trabalha para que ele seja uma visão também lateral. mas na estrada. passando e sendo passado, mas presente, por outros carros. outra fonte que pode ser importante para quem, mais do que memória, quer conservar seus jegs, é o filho do fundador da dacunha que ainda tem, segundo informações de um jornalista da bee-press, que produziu a matéria referida acima, um ou dois veículos jeg originais. e dezenas de manuais que tanto fazem falta as prováveis centenas de proprietários a quem lhes falta um guia mínimo, para que não saiam fazendo adulterações e plásticas infelizes como diversas já sido vistas por aí.
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